sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Evagina...porque é feio dizer Errata

Pois é, caros leitores...ou leitor...caso não esteja a ler isto em família...Escolhi este título de post devido à polémica do Novo Sistema Ortográfico entre Países Lusófonos. Tudo bem que “Errata” não é uma palavra como são “acção”, “acto”, “adopção”, “baptismo” ou “Egipto”, porque não é uma questão ortográfica que se põe. Esta é apenas uma questão de embelezamento.

É certo que as meninas não gostam dos muitos e variados (e imaginativos) nomes que se dão ao seu orgão sexual. Enquanto há aqueles nomes que até são carinhosos e fofinhos, existem muitos outros que são tidos como nojentos e ofensivos.
Mas a própria palavra “errata” é vítima dessas conotações badalhocas e visto que vamos perder tanto da nossa Língua com este novo acordo, porque não alterar esta palavra também.
“Evagina” é um bom neologismo e muito capaz de substituir a palavra “errata”. Tal como as outras alterações que irão ocorrer esta parece-me igualmente boa.
E com “boa” quero obviamente dizer “estúpida” e “sem sentido”.

Somos um país que bate recordes de tudo e de nada. Quando uma aldeia quer aparecer nas notícias, das duas uma: ou acontece um crime macabro cometido sempre por alguém que segundo os populares “era uma jóia de pessoa e era incapaz de fazer mal a ninguém” ou então tentam bater um recorde para o Livro do Guiness com o maior bolo-rei alguma vez feito ou com o maior número de palhaços reunidos num só local.

Acho que com este novo Acordo Ortográfico podemos ir para o Guiness Book of Records como “o país que mais vezes cedeu a perder a sua cultura línguistica em detrimento de outros países que supostamente falam a mesma língua”. Este Recorde pode ser associado a outro tal como “o país com a maior número de palhaços na Assembleia da República”.
Somos um país tão rico em recordes estúpidos e sem sentido que acho que até podiamos ir para o Livro dos Recordes como “o país em que mais prostitutas escrevem livros que são comprados por pessoas estúpidas e que em menos de um ano estão adaptados ao cinema e cujo filme é visto também por magotes de pessoas estúpidas”. Não vejo porque não ter Portugal como país detentor desses recordes. Bolo-rei, pão com chouriço, feijoada...isso comparado a estes que proponho já não me soam tão estúpidos como da primeira vez que ocuparam grande parte dos Telejornais.

Mas sem me prolongar mais, a evagina que eu queria fazer é respectiva ao post anterior, pois o nome do medicamento anti-diarreaico é mesmo Imodium, só Imodium e não Imodin como tinha colocado por não me lembrar. Por isso, o desafio é para tomarem um Imodium e um Dulcolax. Assim é que é.
Depois não se esqueçam de por links para vídeos sobre o resultado nos comments do Talho.

Bom fim-de-semana.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Vem aí o Natal! Protejam-se!

Vêm aí o 25 de Dezembro, o dia de Natal. Que a época natalícia é hoje em dia marcada por puro consumismo já não é novidade para ninguém. Aliás, muito antes de Dezembro somos logo bombardeados por publicidade excessiva através de todos os meios de comunicação.
Em Novembro já os espaços publicitários são ocupados pelos Rocher e Mon Chéri ou então o bebé Nenuco que faz xixi e dança (coisa que aconselho que não se faça ao mesmo tempo) e o Spiderman que Canta e Dança (bem, esta foi uma das novidades que me deixou de queixo caído de choque...até ter visto depois aquela cena do último filme onde o Peter “Tobey Maguire” Parker dança pelas ruas de New York a bom jeito dos Irmãos Gibb, a.k.a. The Beegees).

Mas a indústria natalícia tem destas coisas. Fazem de tudo para vender sem olhar a meios, por vezes destruindo ideais.
O Spiderman é uma vítima. Uma vítima do consumismo. A sua imagem é explorada de forma vil e cruel.
Onde o Green Goblin, Doctor Octopus, Hobgoblin, Lizard, Vulture, Venom, Sandman, Mysterio, Scorpion, Rhino, Shocker, Electro, Carnage, Kraven falharam a Indústria dos Brinquedos venceu e conseguiu matar o “Friendly Neighborhood Spiderman”.

Ora ele canta e dança, ora tem um computador portátil, ora tem um helicóptero, ora tem uma mota, ora tem uma guitarra...Mas para que raio é que o Spiderman quer uma guitarra?? Só se ele for como o Pepe Legal que tem um alter-ego que é o El Kabong! Mas o Spiderman já é o alter-ego do Peter Parker. Será que com isto quer dizer que o Spiderman ainda tem um ultra-alter-ego que toca guitarra? El Aracnido Mariachi?? Isto se fosse uma guitarra acústica. Sendo uma guitarra eléctrica o seu ultra-alter-ego será...Joe Spidriani??

A indústria dos brinquedos é iconoclasta! Com tudo aquilo que já fizeram passar o pobre Spiderman não me admira que eles não se saibam conter, percam a cabeça e passem dos limites. Não me admira que um dia destes apareça a Casa de Sonho do Spiderman, o Busto Spiderman para Maquilhagem e Penteados, o Spiderman Bijuteria...Meu Deus!!! O Spiderman que fax xixi e dança!!!

Desesperante.

Agora mudando de assunto sem fazer ponte... Dei por mim no outro dia a pensar num assunto pertinente.
Perguntam os leitores já preocupados, com o coração a palpitar e a sentir um nervosismo incómodo:
“Mas ó Senhor Alfredo, depois desta temática tão importante e reflexiva do Spiderman, o que é que poderá ser ainda mais pertinente?”

Pois ainda bem que perguntam.
Acho que já todos viram os vídeos que pululam pelo YouTube que mostram o que acontece quando se mistura Mentos (drope de mentol) e Coke (bebida refrigerante gaseificada).
Para os menos informados aki fica um link: http://www.youtube.com/results?search_query=mentos+coke&search=Search que vai para a página onde podem explorar e ver carradas desses vídeos.
Ora, fica mais que provado que qualquer idiota pode fazer a experiência em casa (mais uma coisa que não aconselho porque resultará numa enorme...cagada. Se o fizerem façam no quintal ou na rua, longe de cortinados...), mas isto são experiências de meninos...agora o meu desafio...eheh...Isso é que era. Eu próprio que o pensei não tenho coragem de o fazer, mas quem sabe se um dos leitores, fã destemido (leia-se fanático idiota) deste vosso prosador, não terá a coragem e valentia (leia-se a burrice e estupidez) necessária para fazer tal feito.

“Ó Sr. Alfredo...já tou em pulgas! Deixe-se lá de rodeios e diga lá o que é que tenho que fazer!! Qual é esse desafio? Diga-me, por favor! Mal posso esperar!”

Calminha. Isso é paleio de alguém muito desesperado e que não tem amigos...ou sequer uma vida. E vê lá se tratas desse problema de pulgas que não é lá muito higiénico.
Aqui vai o desafio. Decerto muitos já viram aquela publicidade do senhor que vai ao teatro e de repente lhe dá um ataque de soltura.
Pois é. Segundo a publicidade é incómodo quando a diarreia aparece nas piores situações e alturas. Que chato.
Mas existe um remédio: Imodium...ou Imodin...ora aquilo previne que tal chatice aconteça em situações inesperadas, como quando vamos ao teatro ou a galerias de arte onde por vezes vemos quadros de artistas que aparentemente não tinham Imodin à mão.
Suponho, por esta ordem que também tenham visto a publicidade de um outro medicamento que faz exactamente o contrário. Falo pois, do Dulcolax. Os mais perspicazes já devem estar a ver para onde isto vai...
O desafio será saber qual o resultado quando se toma um Imodium e um Dulcolax ao mesmo tempo. Ora um previne e o outro faz que aconteça. O que será que acontece? Será que um é mais forte que o outro? Será que a tripa explode? Será que ao unir estes dois elementos antagónicos criamos uma brecha no contínuo espaço-tempo dentro do nosso intestino? Será que os idiotas do Jackass já o fizeram? Será que alguém o vai fazer e colocar um vídeo com o resultado no YouTube?
Se esta última acontecer, não se esqueçam do velho Sr. Alfredo e ponham o link nos comments.

Cuidem-se.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Lembration, Lembration...o dia 5 de Novembration...

Ora aqui estamos em Novembro, mês conhecido pelo seu calor, já chamado na gíria dos metereólogos como a Segunda Época Balnear. Este ano São Martinho vai ficar lixado, porque perdeu exclusividade do seu Verão.
Houve aí uns dias de chuva mas foi, vá, chuva de pouca dura, porque hoje, dia 5 de Novembro, está um sol resplandescente, um calor de andar só de bata de talhante sem mais nada por baixo...que por acaso é como costumo andar no meu Talho e também quando estou a escrever os posts no blog.
Se fosse dono duma frutaria diria que gosto de andar com a fruta em liberdade...Se fosse dono de uma loja de ferrangens diria que gosto de andar com a ferramenta a descoberto...Se fosse dono de uma...uhmm...papelaria...uhmm...diria que gosto de andar com a minha edição especial, revista e ilustrada d’Os Lusíadas com comentários de historiadores, com capa de couro, orlada a dourado ao léu.

Mas não. Sou dono de um Talho, por isso não digo coisas dessas. E se dissesse lógicamente teria alguma coisa a ver com carne. Mas seria humor reles e brejeiro. Por isso fica para outro dia. Claro que lógicamente se escreve sem acento no O. Mas ainda bem que estão atentos. Gosto de ter a vossa atenção.

Há algumas semanas, depois de escrever o meu passado post, fiz uma passagem por mais umas das nossas mágnificas Estradas Nacionais e estive num engarrafamento numa Nacional, o que é absolutamente absurdo.
Devia haver uma espécie de Becel Pro-Activ para as nossas estradas, porque elas andam entupidas até às capilares. Nunca esperei encontrar um engarrafamento de vários quilómetros numa Nacional. Por isso uns carros tipo Limpa-neves podiam fazer o serviço de limpar, de vez em quando, as artérias rodoviárias do nosso país. Um Limpa-Neves por dia nem sabe o bem que lhe fazia.

Não quero repetir piadas, porque isso mostra fraqueza e é um desrespeito aos leitores que querem sempre algo novo e fresco. Também não sou um comediante dos programas da manhã da televisão portuguesa. Sou um talhante e como tal sei que nunca se corta um bife da mesma maneira. Mas sem querer ferir susceptibilidades aqui vai...
Nessa incursão pela Nacional passei por mais uma bela localidade com mais um belo nome que também serviría para um belo Santuário. Falo de Cabeça Gorda perto de Santarém. Nossa Senhora da Cabeça Gorda seria bonito. Depois temos também Sarilhos Grandes para os lados de Pinhal Novo. Mas aí dedicava o Santuário aos pastorinhos, porque normalmente quem se mete com psicotrópicos que causam alucinações mete-se em Sarilhos Grandes. E esta foi a seca do dia.

Ora, dia 5 de Novembro. Uma bela data. No Reino Unido celebra-se o Guy Fawkes. Julgo que conheçam a história. Era falada nas aulas de Inglês. Para os menos atentos as aulas de Inglês eram aquelas que tinham um professor ou uma professora que acabava muitas das suas frases imperceptíveis em “ation” (leia-se “eichon”). Para os ainda menos atentos, aulas eram aquelas horas que passavamos dentro duma sala com uma outra data de putos tão ranhosos e mete-nojo como nós e um adulto desesperado aos berros. Segundo sei, o conceito não mudou muito até hoje.
E perguntam vocês: Mas ó shô Alfarêdo, quem é que é que era que foi esse tal e coiso do Gaia Fóques?

Primeiro, é Alfredo e não Alfarêdo.
Segundo, se tivessem prestado atenção às aulas sabiam fazer a pergunta correctamente e não diziam “quem é que é que era que foi”. Um “quem foi” bastava.
Terceiro, Guy Fawkes era um homem que em suas imagens representativas aparece de bigode e barba. Esse homem de bigode e barba tentou explodir o Palácio de Westminster com barris de pólvora em 1605. Falhou e apanhou na boca. Agora é celebrado todos os 5 de Novembro com efígies representando a sua pessoa (de bigode e barba) que são postas em fogo. É uma maneira simpática de lembrar alguém.

O mais parecido com esse indivíduo que temos cá em Portugal será o Manuel Subtil que se barricou nas casas de banho das antigas instalações da RTP em Janeiro de 2001. Porque não celebrar esse dia também? Construir uma efígie representativa de Manuel Subtil e barrica-la numa casa de banho. Não é tão porreiro como pegar-lhe fogo, mas vai daí, e porque não. Mas se seguirem esta ideia parva, por favor não lhe peguem fogo dentro da casa de banho. Façam isso num descampado ou num parque de estacionamento sem carros. Segurança acima de tudo.

Bem, tinha mais umas ideias para escrever neste post, mas já está comprido e chato e admiro as pessoas que conseguiram ler isto até aqui. A vós, os meus respeitosos parabéns. Pode ser que ainda este mês tenha um tempo livre das minhas lides talhantes para vir aqui dar mais uma talhada.

Saúde para todos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Valha-nos a Santa Mãe!

Estive de férias! Finalmente. Uns dias de “dolce fare niente” só eu e a esposa. Foi uma maravilha. Por isso estive tanto tempo ausente das lides talhantes...foi só forrobodó!
Desta vez não fizemos muito passeio, mas mesmo assim foi bom.

No ano passado demos uns passeios pela Beira Litoral, ver as vistas, os castelos, provar a gastronomia regional (que surpreendentemente cada vez mais é pizza), ver mais monumentos, sítios importantes e outros menos importantes. O que interessa é que em Portugal tudo é lindo. Excepto Setúbal. E Vila Velha de Rodão em certos dias também cheira mal. Mas vá...são bonitos de uma forma peculiar. Peculiarmente mal-cheirosos.

Grande parte do roteiro foi feito pelas nossas maravilhosas Estradas Nacionais.
Quem diz “Epá. Nacional? ‘Tás é parvo. Eu curto é andar na bisga nas auto-estradias, man.” é porque é muito urso (sem ofensa aos ursos que conheço alguns e não têm culpa nehuma) e merecia espetar-se contra um lancil, sair pelo vidro, ficar de rabo para o ar e ser penatrado violentamente por aquelas luzes azuis e estúpidas que irritam a vista e incomodam quem está na estrada para conduzir e não para competir.
Andar nas nossas nacionais é um deleite...e não, não vou fazer nenhuma piada com a palavra “deleite”.

Vemos o interior, vemos as nossas frondosas florestas (ou o chamuscado que resta de algumas delas), as serras, as fontes e o melhor de tudo, as nossas localidades mais, mais, mais interinas! E não, não vou fazer uma piada com a palavra “interina”, estava-se mesmo a ver.
Temos localidades lindas, que de sua simplicidade transmitem calma e serenidade, com gente boa que sabe responder a um “Bom dia” e a um “Boa tarde” (a um “Boa noite” fiquei sem saber pois também é gente de se deitar muito cedo), com casas rústicas e com o belo do tasco onde servem cerveja fresquinha sem o olhar de desconfiança habitual das pessoas das cidades.
Mas o melhor dessas localidades, caros leitores, são os seus nomes. Sem dúvida, Portugal é cheio de pérolas. Então alguns são mesmo nomes que levam o mais sério dos passageiros a esboçar um sorriso, senão mesmo a gargalhar até lhe virem as lágrimas aos olhos, soltar uma ou duas pinguinhas de urina para a cueca e de vez em quando largar um “flato”.

Eu sei que este é um assunto já focado vezes demais. “Pois. Olha outro a gozar com o nome das localidades.”, “Ó amigo, essa já é velha.”, “Usar vírgulas entre aspas fica esquisito, ó bacano.”...
Mas calma. Isto tudo foi só o build-up. A punchline vem agora, já na próxima frase.
Ou será o punchline? Bem. Não interessa.

Durante esse passeio, a esposa e eu passamos por Fátima, bonita localidade e lugar de culto para muito peregrino. Nós não somos muito devotos, mas gostamos de ver as vistas e aquilo do santuário até que está engraçado.
Mas o santuário de Fátima levou-me a pensar em muita coisa. Uma delas foi que nunca tinha visto tanta carrinha de venda de farturas por metro quadrado. Outra foi indagar sobre a própria aparição de Nossa Senhora.
Não estou a por em causa se ela apareceu mesmo frente à Lucy, à Jacy e ao Chico. Nem me interessa entrar nesse campo. Cada um acredita no que quer. Aparições de Nossa Senhora, o Benfica ganhar dois campeonatos seguidos, aumento das reformas...no que quiser.
A minha indagação é porque é que Nossa Senhora foi aparecer ali? Questões logísticas? Será que Ela já tinha em mente que ali ia ser um bom sítio para construir um santuário em Sua homenagem? Ou será que aqueles terrenos eram do interesse de terceiros que queriam em vende-los para tal efeito?

Isto levou-me a pensar “E se Nossa Senhora tivesse aparecido na Ota?” Pois é. Muito provavelmente agora discutir-se-ia a construção de um novo aeroporto em Fátima.
O pessoal que tem os terrenos na Ota é que não ia ficar muito contente.
“Ah, apareceu aqui a Nossa Senhora e vamos ter que construir aqui um santuário.”
“Oh. Mas que chatice. Mas porque raio não apareceu Ela em Fátima? Lá é que há bons terrenos para santuários. Aqui, pelo tipo de terreno, é mais coisa de segundo aeroporto.”
Mas esta é uma questão pertinente. Porque foi ela aparecer em Fátima? Logo em Fátima.
Há tanta localidade em Portugal, porquê logo em Fátima?
Ela foi esperta. Ora pois. Fosse lá ela aparecer um pouco mais ao lado, no concelho de Ourém e não teria sido ela chamada Nossa Senhora dos Currais!
Ou teve muita sorte ou foi muito esperta. É que com a quantidade de nomes de localidades que temos, Nossa Senhor teve mesmo muita sorte ter aparecido onde apareceu, ou não fosse ela chamar-se:

Nossa Senhora da Picha (Pedrogão Grande);
Nossa Senhora da Vendas das Raparigas (Alcobaça);
Nossa Senhora d’A-da-Gorda (Óbidos);
Nossa Senhora de Lavacolhos (Fundão);
Nossa Senhora de Picheleiros (Setúbal);
Nossa Senhora de Espelgases (Odemira);
Nossa Senhora da Coina (Barreiro);
Nossa Senhora de Nariz (Aveiro);
Nossa Senhora do Casal do Pinhal (Sintra);
Nossa Senhora de Toca do Rabo (Vila do Bispo);
Nossa Senhora do Rablongo (Idanha-a-Nova);
Nossa Senhora do Rabito (Guarda);
Nossa Senhora do Rabinho (Fundão novamente);
Nossa Senhora de Rabadela (Vila Nova de Famalicão);
Nossa Senhora de Entrabum (Monchique);
Nossa Senhora de Lamama (Paredes de Coura);
Nossa Senhora do Moinho da Mama (Arraiolos);
Nossa Senhora da Palhaça (Oliveira de Bairro);
Nossa Senhora de Engano (Odemira novamente);
Nossa Senhora de Ranholas (Sintra novamente);

As possibilidades são inúmeras. Agora tentem ver como é que ficavam essas localidades se tivessem “Santuário” escrito à frente. É o que vos digo. Foi um milagre, sim senhor. Foi um milagre Ela ter aparecido em Fátima.

Voltem sempre. Desculpem o incómodo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Carne velha, precisa-se!

A todos aqueles que preocupados pensaram que O Talho tinha fechado, despreocupem-se porque não fechou.
São incontáveis os e-mails que recebi de leitores assíduos e interessados na situação deste estabelecimento.
Ora, são incontavéis, pois claro, porque não recebi nenhum. Nem um! Zero! Nicles! E uma pessoa não pode contar coisas que não existem. Lá fiquei eu à espera de comentários às últimas adições de febra, mas nem essas tiveram sequer uma palavrinha. Tudo bem. Era carne fraca. Mas nem sempre se consegue ter um porco categoria A.
É como aquele pessoal que não vai para a cama com uma mulher que tem uma cara feia. Ó amigos, por alguma razão Deus Nosso Senhor deu umas costas bonitas às mulheres e por uma razão equivalente Adão e Eva inventaram a “Canzana”. Por outras razões completamente diferentes uma senhora de Semide (Miranda do Corvo) inventou a “Chanfana”. Longe vão os agrestes tempos da ditadura onde a “Canzana” voltou a ter conotação gastronómica. A escassez de cabra velha levou muita gente a recorrer à carne de cadela velha. Mesmo a batata foi substituída por barro...isto quando havia barro.
Mas divago. Dizem que anda aí um novo papão. A ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica). E dizem desse papão que é mau e que fecha estabelecimentos comerciais caso sejam encontradas provas de desrespeito às normas da dita Segurança Alimentar. Ora...como será que estes senhores avaliam então uma “Chanfana”? É que para se fazer uma boa “Chanfana” a carne tem que ser de cabra velha, mesmo velha, quase a quinar. Mas acho que carne velha, mesmo velha, não deve cumprir as normas de Segurança Alimentar. Então como é que estes senhores lidam com este paradoxo?
Se me entram no talho e dizem com as suas vozes anasaladas:
“O Sr. Alfredo é que é o dono deste estabelecimento?”
“’Tá lá fora um letreiro a dizer “Talho Alfredo”, eu chamo-me Alfredo e tenho uma bata de talhante vestida...Não! Não sou. Sou o Alberto Barbeiro e enganei-me na loja.”
“Mas é ou não é?”
“Mas é claro que sou, pá. É preciso explicar tudo?”
“Nós somos representantes da ASAE e queremos verificar se a carne que vende no seu talho está a cumprir as normas de Segurança Alimentar.”
“Eu julgo que está. Olhe para ela no expositor...Está morta! Não se mexe. E quando veio na carrinha também já vinha morta e pendurada. Epá. Não me diga que agora também é preciso ter uma cadeirinha especial para transportar carne... É que se assim for eu não recebi a circular e olhe que eu recebo todos os meses o “Butcher’s Digest”.”
“Sr. Alberto...”
“Alfredo.”
“Sr. Alfredo...olhe que isto é sério. Parece que tem aqui carne muito velha.”
“Claro que tenho. É carne para Chanfana. Chanfana é feita com carne velha, mesmo velha, quase a quinar.”
“Mas de cabra, Sr. Alfredo.”
“Ai! Então mas a ASAE é perita em Chanfanas? Agora vai-me dizer que não posso fazer uma Chanfana de porco...ou de vaca...ou de perú...ou de galinha.”
“Tem razão, sim senhor. Vamos deixa-lo em paz e vamos à pastelaria ali ao lado para contar se os Mil-folhas cumprem aquilo pelo qual são nomeados. Muito boa tarde.”
“Boa tarde.”

Seria mais ou menos isto. Um talho imaculado como o meu só poderia passar na aprovação da ASAE. Logo, só é papão quando um é descuidado com aquilo que têm ou faz. É como a PIDE. Antes o papão era a PIDE. Todos tinham medo da PIDE e ao fim e ao cabo eles só estavam a cumprir o trabalho deles. Existiam normas. Se não eram cumpridas, claro que eles tinham que intervir. A ASAE é a mesma coisa. Eles são boas pessoas com vozes anasaladas que estão para fazer cumprir as regras. Sem eles andava aí muita gente a comer “Chanfana” com carne de cabrito, muito novo, tenrinho, ou seja, a ser enganado e sem saber.

Os melhores cumprimentos.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Um porco a andar de bicicleta??

Bah!

Isso não é nada comparado com uma costoleta e duas coxas de frango a dançar num pódio.

Ele há coisas...


terça-feira, 26 de junho de 2007

É comprido mas vale a pena, disse-me ela a mim.

Já tinha saudades disto. Eis que volto de novo com nada de jeito para dizer.

Para já, os meus caros leitores, merecem uma explicação de meu tão demorado hiato literário. Passo a explicar. Andaram aí umas insinuações feitas por pessoas que não sabem fazer mais nada senão meter-se na vida dos outros de que eu, Sr. Alfredo do Talho afinal não tinha a minha licenciatura em CTA (Ciências Talhantes Aplicadas).

Pessoas que lançam estas insinuações como quem lança posta de pescada são nada mais que isso...pessoas que lançam postas de pescada, e quem lança postas de pescada lá vai alguma vez perceber da tão complicada ciência que é o Talhanço Aplicado? Ou ter sequer noções de Gestão Carnal? Ou conhecer algo que seja de História dos Talhos? Tudo bem que demorei a receber a nota de Contalhibilidade Empresarial e o meu trabalho de Talho Técnico foi apenas uma página, mas era um dos melhores trabalhos daquela aula. “Less is more” como se costuma dizer.

Más línguas disseram que afinal eu não estava num hiato, que andava era num iate, porque tinha ganho o Eurotrilhões e não tinha avisado ninguém. Antes fosse. Outros disseram que tinha sido raptado e que segundo fontes externas tinha sido visto em três cidades diferentes de Marrocos...à mesma hora. Houve quem dissesse que estava envolvido num caso que se vem a prolongar e que já tomou proporções colossais que é o Caso Talho Dourado. Corrupção nos Talhos portugueses? Mas onde é que isso já se viu? O que é que vão atacar a seguir? O futebol, não?

Aconteceu muita coisa na minha ausência mas o que lá vai, lá vai. Vou-me concentrar na minha “presência” porque para trás urina o asinino fêmea.

Cheguei a uma conclusão. Isto já me vinha a moer o juízo há algum tempo, porque eu dizia sempre “Como é que é possível?” com um discurso exasperado de desacreditação, de cada vez que via, lia ou ouvia algo sobre este país. Os Estados Unidos da América. Muito a sério. Como é que é possível?

“Mas como é que é possível o quê, Sr. Dr. Prof. Eng. Sr. Alfredo?” perguntarão vocês e bem.

Como é que é possível eles serem assim...sei lá...assim como...como eles são...parece tudo...como hei-de dizer...parece coisa de filmes...as ideias que eles têm...os actos que cometem...o Presidente deles...é tudo tão...tão fantochado.

E foi aí que eu juntei o A mais o B e deu AB o que é absolutamente nada. AB não é nada. Pelo menos em maiúsculas. Pode até querer dizer muita coisa, pode ser uma sigla, mas assim a sangue frio não é nada. AB... ok...pode ser “ave” dita com sotaque do Norte, mas mesmo assim é estúpido.

Adiante, juntei eu umas quantas ideias e apercebi-me da verdade absoluta. Os Estados Unidos da América não passam do maior Reality Show alguma vez criado. Muito a sério. Não estou a dar tanga. É como aquele filme, “The Truman Show” só que se passa num continente inteiro. Aliás, os gajos até são engraçados porque depois até fazem filmes como o “The Truman Show” sem eles próprios saberem que são um Reality Show.

“Mas Sr. Dr. Prof. Eng. Sr. Alfredo Ph. D., como chegou a essa brilhante conclusão já por si digna dum prémio Nobel, que é uma espécie de um Oscar mas dos marrões?”

Foi simples. Ora bem. Conquistadores. Colombo. Américo Vespúcio. Magalhães. Zézé Camarinha. Não interessa. Eles foram, viram e desenharam mapas. Encontraram terreno, apalparam terreno. Encontraram nativos, apalparam nativas (e alguns nativos). O sítio era fixe. Alguns ficaram. Até aí tudo bem.

Anos passaram.

Voltemos ao Velho Continente...por volta dos séculos 16 e 17...Velho Continente... talvez Adolescente Continente. Aos 16 e 17 é-se adolescente.

Na Inglaterra andavam lá umas confusões e tal, coisas chatas, pessoal sem sal que andava a ser chagado por pessoal ensosso o que levou a esses sem sal mudar-se para a Holanda. Algum tempo depois, com medo de perder a sua identidade cultural sem sal, pediram a uns investidores Ingleses “Ó por favor, mandem-nos pro continente americano” para lá estabelecerem uma colónia. Ok. Estamos a falar de pessoal que estava na Holanda, países nórdicos. Eu já chego lá. Caaaaaaaaalma.

Eles lá foram, num barquinho para o continente americano, os chamados Peregrinos. E quem lá ia no meio deles? Quem? Nem mais nem menos que um produtor da Endemol. Já me estão a perceber?? Ah pois é!! E foi aqui que tudo começou. Eles foram para lá e começaram a criação do maior Reality Show de sempre. No barco ia lá de tudo. Escritores, operadores de câmara, engenheiros de som, guionistas...todos aqueles necessários para fazer um programa destes. E tem durado até agora. Cada vez mais escalabroso. Por isso vos digo, caros e fiéis leitores. Os EUA não são mais que um grande Reality Show. Só desta forma consigo perceber a razão para aquele povo ter como presidente o Sr. George W. Bush. Ele não é mais que o típico personagem de comic relief que todos os Reality Shows têm.

Eles andam aí.