quarta-feira, 9 de julho de 2008

Vratislava Burga Durga, Sara Pitola?

Todos sabem que sou um radical liberal. Não sou, de todo, um anarquista social, muito menos um democrata amoral. E com muita certeza que não sou nem hei-de ser alguma vez a Isabel Queiroz do Vale. Pois é.

Sou radical não porque pratique desportos dessa categoria (a não ser que Levantamento da Mini já seja uma modalidade oficial), muito menos porque assista a um canal de televisão com esse sobrenome.

Sou radical porque gosto de inovar quando menos se espera. E hoje ninguém estava à espera de que este vosso estabelecimento recebesse a visita inesperada de uma banda desenhada.

“Uma banda desenhada? UAU! Ena pá, que fixe, man. Apanhou-me mesmo desprevenida que até se me saíram duas ou treze pinguinhas e agora vou ter que ir à casa de banho para lavar a bardalota mas como não trouxe uma muda de tanguinha vou ter que passar o dia à fresca, se é que me estou a fazer entender…dica, dica…pisca, pisca.”

Não faço ideia do que estás para aí a falar, nem me vou preocupar em perceber, porque cada vez que falam muito é porque mais de metade não interessa nem ao Menino Jesus (que aproveito aqui para mandar aquele abraço e mais uma vez agradecer a sua magnífica entrevista).

Mas sim. Uma banda desenhada. Uma? Eu disse uma? Deixa ver…Sim. Disse. Mas vou-me desdizer, porque também sou a única pessoa que me pode desdizer. Outro que tente alguma vez sequer fazer isso leva com um naco de 1kg da pá na tromba.

Estou tão emocionado. Sinto-me um Vasco Granja que ganhou um bilhete dourado para a grande fábrica de desenhos animados da Jugoslávia.
E por estar tão emocionado, hoje, como é a primeira vez, vou deixar duas bandas desenhadas e não só uma.
Sou um mãos largas. Agora abusem e serão essas mesmas mãos largas a dar-vos no focinho.

As bandas desenhadas foram criadas por um génio criativo que não tem mãos a medir quanto a sua criatividade...tal como não tem mãos a medir quanto à sua modestia...Exactamente como aqui o Sr. Alfredo não terá mãos a medir caso seja necessário usa-las em certas bochechas, quer faciais, quer facio-traseirais.

Koniec.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Verão e verão que tenho razão. Ão!

É Verão! Mas as condições meteorológicas ainda não têm bem a certeza. O nosso país até nisso é pobre. Até parece que o Estado também anda a falhar nas contas ao S. Pedro.

Assim ficamos com a época balnear estragada. Ou então não. Não sei. Não sou meteorologista nem vidente das estrelas.

Aqui ao Sr. Alfredo também pouco preocupa a época balnear. Não sou de praia. Ainda por cima praia nesta altura que se denomina “Época Balnear”, um nome que só faz lembrar balneários. E acho que a palavra “balneários”, supostamente, não devia trazer memórias agradáveis a ninguém. Mas quem sabe. Se calhar a alguns traz. Mas não quero saber.

O Verão é sempre a mesma rotina. De repente muitos dos estúpidos que conduzem nas nossas estradas vão embora de férias para fora do país para fazer idiotices nas estradas estrangeiras. Em contrapartida vêm condutores estúpidos do estrangeiro para substituir os nossos estúpidos. Deve ser uma estratégia divina para manter o contínuo espaço-tempo balanceado. Embora, em opinião meramente pessoal, acho que mudar uma coisa por algo igual apenas com sotaque diferente, não é das melhores estratégias de balanceamento. Mas já que os temos cá, lá teremos que os aturar.

Mas será que é assim tão difícil dar o sinal de pisca quando se está a sair de uma rotunda? Só se muito do pessoal que anda aí a conduzir tenha perdido os dedos num acidente envolvendo um foguete quando num arraial da terrinha no dia do santo padroeiro. Caso tenham passado por essa situação têm desculpa. Mas aqui fica um conselho: Para a próxima segurem o foguete com a boca, tendo no pensamento que não vão precisar da boca para accionar o pisca quando estiverem a conduzir. O pior que pode acontecer é ficarem com a cara preta, como acontece nos desenhos animados. E dizem que não se aprende nada com os desenhos animados. Bah!

Condutores estúpidos portugueses vão, condutores estúpidos estrangeiros vêm. É o equilíbrio natural. É uma espécie de diálise de estupidez às estradas da Europa.

“Mas ó grandioso e excelso Imperador das Carnes Sr. Alfredo, o Talhante, nem todos os portugueses vão para o estrangeiro e alguns dos que vão até nem vão de carro. Vão de avião.”

Sim. É verdade. Muitos ainda ficam cá. Mas como em qualquer diálise ficam sempre algumas impurezas para trás. E os que vão de avião é pena, porque bem que podiam optar por ir de carro para Punta Cana. Chegavam ao porto e seguiam viagem mar adentro. É realmente pena que alguns não o façam. E é “Sr. Alfredo do Talho”. Podes dar graxa mas nada de alterar o nome aqui do homem.

Tantos carros de matrícula estrangeira fizeram-me pensar num evento que se aproxima do nosso país a largos passos. Um acontecimento que se não for bem planeado vai gerar caos nas nossas estradas. E é mesmo disso que estamos a precisar nas nossas estradas. Mais caos. Como se não chegasse o que falei anteriormente.

“E ó iluminado e divinal Sr. Alfredo do Talho, o Visionário, que evento caótico é esse que vós falais?”

Mas tu paras com essa porra dos cognomes? Ou tenho que me chatear a sério? Raios partam!

Bem. O acontecimento que falo é do futuro das matrículas dos carros portugueses. Acho que foi algo que os nossos antepassados da DGV não conseguiram antecipar, porque na altura também não havia pessoal com muita imaginação ou com uma mente badalhoca como por vezes é a minha.

Ora bem, a primeira matrícula portuguesa foi AA-00-00. Venderam-se uma porrada de carros e quando deu a volta passaram as letras para o final. A primeira nova matrícula foi 00-00-AA. Mais uns anos passaram e mais uma porrada de carros foram vendidos (e dizem eles que andamos em crise…é…para alguns). Há pouco tempo mudou para 00-AA-00. Acho que já estão a ver onde quero chegar com isto.

Pois é.

Daqui a algum tempo as matrículas vão voltar a ser alteradas e desta vez a primeira nova matrícula será (possivelmente) AA-AA-00. Ah pois é, Manuel José (nenhum especificamente…era só para rimar)

A DGV poderá não se aperceber ao início do caos que isto poderá gerar e será tarde demais quando isso acontecer. Se forem esperto ainda resolvem o problema antes de aparecer a matrícula AN-US-00. Porque temos tantas palavrinhas de quatro letras, caros leitores e leitões. Tantas possibilidades. Tantas. Eu escolhi essa porque me pareceu ser a primeira a ir para esses caminhos ( :D ). Acho que ninguém quer andar num carro com essa matrícula. Ou então até quer. BI-CO-45…olha outra! RA-BO-22, é mais uma. E também temos outro pequeno exemplo PI-LA-10.

Isto vai ser caótico. Nem vou pôr aqui das mais brejeiras, porque as há. Ó se há. Mas só de pensar que pelo menos mais 99 carros andaram nas estradas portuguesas a mostrar o AN-US… Valha-me Nossa Senhora de Espelgases!

AD-EU-55

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Alta Entrevista

O que é que o Sr. Alfredo do Talho tem a dizer sobre este bloqueio dos camionistas?

O que eu tenho a dizer é que fizeram eles muito bem em bloquear. Ora se porventura os camionistas decidissem parar os seus grandes, pesados e ameaçadores camiões mas não os bloqueassem, tenho a certeza que a coisa não corria assim tão bem. Imaginem só se um dos camionistas não bloqueava o seu camião numa daquelas descidas manhosas que tanto há nas nossas estradas! Era ver o camião desgovernado a abalroar tudo o que lhe aparecesse à frente.

O Sr. Alfredo do Talho sabe que um camionista morreu atropelado por um camião. Que tem a dizer sobre isso?

É a lei da Natureza. Tenho muita pena, porque é menos uma boca a comer carne, porque convenhamos que para se ser camionista tem de se comer CARNE! Agora um camionista que não come CARNE é meramente alguém a fazer-se passar por uma coisa que não é.
Mas como dizia, é a lei da Natureza. Quantos domadores de leões não foram atacados e mesmo mortos pelos seus próprios leões? Quantos apicultores não foram picados pelas suas abelhas? Quantos toureiros não foram já para casa com um enorme eczema provocado por aquelas calças justinhas? É a lei da Natureza.
Aquele senhor lidava com camiões e acabou por perder a vida às mãos de um camião…ou rodas.
Pode parecer cruel, mas tanto quanto sei esse senhor estava do lado de fora do camião, agarrado a um dos espelhos. Ora, toda a gente sabe que isso não está correcto. Um camião não é como um cavalo ou uma mota. Num cavalo ou numa mota, justifica-se andar do lado de fora, agora num camião…O camião tem cabine para se andar lá dentro, tal como o carro, o helicóptero e aquele rinoceronte que aparece no Ace Ventura 2.

Então e o que acha da prestação de Portugal neste Euro 2008?

Tenho acompanhado, sim senhor. E custou-me muito o primeiro jogo porque ainda sou 1/16 Turco.
Mas para mim o futebol perdeu a graça toda já há muito tempo desde que os jogadores passaram a ser em maioria metrossexuais.
Agora é só penteados malucos e barbinhas aparadas cheias de ângulos artísticos. Agora são cabelos com nuances ou madeixas ou cristas…
O futebol perdeu muito desde que o bigode caiu. E acho que o próprio Toni notou isso quando esteve a comentar agora este jogo contra a República Checa. Faltam ali umas bigodaças aparadas abaixo do lábio inferior. E uns cabelos à jogador argentino. Sim, tal como o Futre e o Fernando Couto usavam. Acho que o Fernando Couto ainda usa.
É certo que na altura em que havia mais bigodes na Selecção Portuguesa não ganhávamos jogos como temos ganho ultimamente, mas…mas desde quando é que isto se tornou obrigatório ganhar jogos nos campeonatos de futebol? Tanta competição, Jesus.
Antes era pela alegria. Jogava-se e depois havia comes e bebes com rissóis de camarão, pastéis de bacalhau e um garrafão de bom tinto. Claro que havia laranjada para quem não bebesse vinho.
Agora com este sentimento de competição e metrossexualidade no futebol acho que os campeonatos perderam aquele encanto que havia há uns anos atrás.


É a primeira vez que o Sr. Alfredo do Talho aceita fazer uma entrevista. O que acha deste formato?


Jesus! (risos) É verdade. A primeira vez. E logo a ser entrevistado por uma personalidade conhecida em todo mundo. É uma honra para mim.
Nunca fui muito de aceitar entrevistas porque não tenho jeito nenhum para dar respostas. Tenho sempre receio que as minhas respostas sejam mal interpretadas ou que se retirem segundos sentidos daquilo que eu digo.
Muitas vezes os repórteres e jornalistas têm essa tendência a pegar numa palavra e fazerem logo um burburinho sem necessidade.
O nosso Presidente disse “dia da raça” foi logo ali um corrupio. Imagino se o homem tivesse dito algo como “A Paula Rêgo usa muito preto.”
Era logo “Aaah…O Presidente disse preto…Aah…como é que é possível?”
O Presidente já não pode dizer coisas como: “O episódio do Seinfeld que eu mais gosto é o do Nazi das Sopas.”
Os repórteres tiravam logo coisas do contexto: “Presidente da República mencionou o Nazismo num dos seus últimos discursos”
O Cavaco já não pode dizer coisas como: “Comprei um sofá em segunda mão. Encontrei-o numa loja e num estado completamente novo”
Os jornalistas vinham que nem abutres: “Cavaco anuncia que vai trazer de volta o Estado Novo”.
Jesus! Não quero que isso me aconteça. É por essa razão que nunca respondi a uma entrevista. Mas visto que ia ser entrevistado pelo filho do Todo-Poderoso, não podia recusar, Pá! Não Te esqueças de escrever Pá com P maiúsculo porque é assim como Te tratamos cá em baixo. Tratamos-Te com maiúscula.

Eu é que agradeço o tempo disponibilizado para esta entrevista, Sr. Alfredo do Talho. Algumas últimas palavras?

(risos) Tu, Pá. Não deixas escapar nenhuma. És mesmo engraçado. “Ah e tal, sou Jesus, ‘tás a ver. Tens algumas últimas palavras?” (risos)
É que isso vindo de Ti até parece que me vais levar para o Outro Lado. Assim com a luz branca e o coro de anjos. (risos) Grande Maluco este Jesus.
Mas deixo aqui um beijinho e um abraço e um estalo no cachaço a todos os meus leitores e leitões que me têm acompanhado aqui através deste estabelecimento.
Obrigado pela entrevista. Espero que te tenha ajudado em alguma coisa e olha. Dá lá um abraço ao teu pai. Diz-Lhe que vais da minha parte.

In Mensageiro dos Céus, 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

E não é que...

Estou de volta.
Eu, como qualquer outro ser humano, também mereço férias. Como não faço parte daquela camaradagem toda que se junta naquela confraria chamada Assembleia da República, não consigo fazer do meu emprego férias.

Cortar “chicha” não é como estar com o rabo alapado numa cadeira enquanto se ouve um ou outro mandar umas postas de pescada sobre onde é que o governo está certo e onde é que o governo está errado. Nada disso.
A carne é uma matéria-prima que necessita de muita atenção e que tem de ser cortada com a maior precisão. Dizer mal ou bem do Governo qualquer besta consegue dizer. É só ligar a televisão na ARtv e vê-se logo que aqueles amigos nem precisam que ninguém de fora opine o que quer que seja sobre o governo, porque eles já fazem um lindo serviço no seu próprio enterro.

O País está no fosso. Não como a Birmânia, que está literalmente no fosso (ou na fossa, se preferirem), nem como a China, na qual se abriu um fosso (ou fossa, se melhor vos convier).
O País está no fosso, caros leitões. Ele é os combustíveis que não param de aumentar, ele é a crise no PSD que não pára de uma vez por todas, ele é a Vanessa Fernandes que não pára de ganhar provas, ele é as publicidades incessantes ao Euro 2008 que não param de encher a programação da televisão (mas pronto, assim o Rui Santos lá vai tendo emprego, pobrezinho… coitadinho, lá andava ele nos tascos, a beber tintos de penalti e a mandar “bitaites” sobre isto e aquilo da bola e lá alguém descobriu aquele talento dele de falar de futebol sem se cansar…), ele é os combustíveis que não param de aumentar (não me repeti…simplesmente já aumentaram mais uma vez só neste período de leitura).
E será que me apetece falar do que se passa no País? Não. Nem pouco, mais ou menos. Já me cansa. Aliás, deixo esse material para os comediantes que pelos vistos ultimamente só conseguem ter sucesso se fizerem humor em formato de noticiário e mencionarem pelo menos uma vez o Marques Mendes, o Alberto João Jardim e o Joe Berardo. E se souberem fazer imitações ainda mais engraçado fica. Ah ah ah…ah…ah...

Adiante.

Dei por mim a trautear uma canção de intervenção como daquelas que havia antes do 25 de Abril de 1974. Quer dizer… Não sei se era ou não uma canção de intervenção, porque a estava a trautear e não a cantar. Eu não sei cantar. Sei cortar carne! Por isso trauteio e não canto.
Mas o meu trautear pelo ritmo e compasso parecia uma canção de intervenção, mas sem letra. Mas se tivesse letra era uma letra de intervenção daquelas que está cheia de simbolismos antifascistas e metáforas contra o Governo regente. Mas não tem letra porque embora saiba escrever, não sei escrever letras para canções de intervenção. Sei desossar carne!
Seria uma canção como as do saudoso José Afonso (José porque Zeca era para os amigos dele e nós sabemos o que aconteceu a alguns amigos dele), ou do saudoso Paulo de Carvalho, ou do saudoso Sérgio Godinho, ou do saudoso Pedro Barroso.
Pois é. São músicos e canções que deixam saudade. Mas pronto. O que lá vai, lá vai. Das cinzas às cinzas, do pó ao pó. E embora alguns destes ainda não tenham tido o mesmo fim que o José Afonso, olhem que já o faziam, pois já nos devem uma Praça com o nome deles há algum tempo.

Mas isto fez-me pensar em certas canções de intervenção do pós 25 de Abril de 1974. Ah pois é. As canções de intervenção não acabaram assim que se fez a Revolução. Tanto mais porque havia cantores que não sabiam fazer mais nada senão canções de intervenção. E nessa altura ainda não se conseguia viver com “royalties” pelos “remixes” de discoteca.

Um exemplo óbvio dessas canções de intervenção do pós 25 de Abril é a canção vencedora do Primeira Gala Internacional dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz em 1979. Falo, está claro, da canção “Eu vi um sapo” cantada pela (na altura) pequena e saudosa Maria Armanda, cuja letra foi escrita por essa poetisa de intervenção, a saudosa Lúcia Guimarães.

Senão vejamos:

Eu vi um sapo, um feio sapo (referência óbvia à PIDE/DGS)
Ali na horta, com a boca torta (estava lá fora a observar e não estava a gostar do que estava a ver)
Tu viste um sapo, um feio sapo (TU viste, são os BUFOS a acusarem)
Tiveste medo, ou é segredo (medo de ser levado para interrogatório; segredo porque é melhor estar caladinho)

Eu vi um sapo, com um guardanapo (ou seja, o fascista a preparar-se para tirar o comer do povo)
Estava a papar, um bom jantar (porque os fascistas comiam bem, os pobres não tinham nada)
Tu viste um sapo, com um guardanapo (TU viste, diz o BUFO!; ali com o guardanapo, a babar-se, blheck!)
E o que comia, e o que fazia? (vá, conta! Vais preso para seres torturado!)

Eu vi um sapo, a encher o papo (ali a empanturrar-se e o povo a passar fome)
Tudo comeu, nem ofereceu (o fascista fazia assim: comia tudo, não deixava nada, já dizia o Zeca…ai! Porra! O José! O José!)
Tu viste um sapo, a encher o papo (TU viste, foi? Anda lá ali à esquadra contar isso. Anda.)
E o bicharoco, não te deu troco. (o fascista, gordo, mesmo muito gordo… nem umas moedinhas…nem olhou para ti, com nojo)

Eu vi um sapo, um grande sapo (viste o fascista, o nefasto fascista)
Foi mal criado, fiquei zangado (não digas isso! Sorri! Olha que vais preso!)
Tu viste um sapo, um grande sapo (mais uma vez…BUFO!)
Deixa-lo lá estar, vamos brincar. (vamos brindar o povo com brincadeira para o manter distraído e sem noção de como os fascistas o roubavam)
Eu vi um sapo. (viste um fascista? Chamaste-lhe “fascista”? Anda. Vamos conversar ali naquele beco escuro.

Brinde aos regressos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Dicotomia numa Sandes Mista (ou Sande Mista)

Primeiro: Pela primeira vez na minha vida usei a palavra “dicotomia”. É uma palavra de prestígio.

Segundo: Logo a seguir arruinei tudo. Associei “dicotomia” com “Sandes Mista”.

Terceiro: Não há terceiro.

De onde vêm as “frases sábias”? Aquelas frases que as nossas avós e as nossas mães nos dizem e que temos a tendência de perpetuar na gerações vindouras. De onde vêm?
Vêm dos textos apócrifos do Nilo? De alguma bíblia implícita? De papiros da biblioteca da Alexandria?
Quem foi o autor de afirmações como “É muito esquecido porque come muito queijo.” De onde vem esta sabedoria? Quem é que fez esta descoberta?

Suponho que há muitos anos atrás algum sábio reparou como as pessoas que comiam muito queijo se esqueciam mais facilmente das coisas. Aposto que ele tentou avisar as pessoas e acabou na fogueira. Mas a sua sabedoria ficou para a posteridade. Um Copérnico do queijo.

Por isso é que temos a Sandes Mista (ou Sande Mista). A sandes mista (ou sande mista) atenua os efeitos malignos do queijo. Não quero com isto dizer que se comermos muito fiambre nos lembramos mais das coisas. Não. O fiambre simplesmente corta, em parte, os efeitos nocivos dessa arma biológica que é o queijo.
Se dissesse que o fiambre tem tal efeito acabaria na fogueira como acabou o amigo que falou do queijo, e acabar numa fogueira não me dá muito jeito porque já marquei consulta no dentista para a semana e todos sabemos como as marcações andam complicadas.

Os efeitos atenuantes do fiambre devem ter sido descobertos por algum talhante perspicaz. Um Fleming do fiambre, que viu que criando uma sandes mista (ou sande mista) tudo seria resolvido. Os problemas que o queijo poderia provocar estariam controlados por uma fatia de fiambre e desta feita ficaríamos com um snack ainda mais saboroso.

Depois…depois vieram os franceses. Rak-ptui!(<- som de cuspidela!)
Os franceses! Com as suas invasões e a sua Língua que enrola a língua. Vieram os franceses e usando um instrumento de tortura, a prensa em brasa, queimaram a sandes mista (ou sande mista) e deformaram-na…deixando-a desfigurada, com queimaduras horríveis e profundas. Depois…depois puseram-lhe manteiga por cima… e mudaram-lhe o nome para Tosta Mista (ou Tostas Mista). Malditos!
A função de um instrumento de tortura deve ser apenas aquela que tem: Torturar! Nada de desfigurar sandes mistas (ou sande mista) e torna-las…naquilo.
Não satisfeitos, procuraram novas maneiras de deitar a glória da sandes mista (ou sande mista) por terra, despojando-a de sua personalidade carismática.
Antes, tinha sido a tortura pelo fogo…
Depois despiram-na do pão que a cobria e vestiram-na como uma libertina… trajando-a com um croissant! Malditos! Franceses malditos!

Não faço ideia como é que vim parar aqui. Pode dizer-se que “As conversas são como as cerejas…”! “As conversas…”… “…São como as cerejas”!
Percebem! De onde é que vêm estas frases? Como é que elas aparecem? Será génese espontânea tal como acontece com as ratazanas nos cestos de roupa suja? Será que consigo culpar também isto nos franceses? Malditos!


NOTA do Sr Alfredo do Talho: Copérnico não morreu na fogueira. Mas não morreu por pura sorte, porque houve um dia daqueles em que lá estava ele a teorizar sobre a Terra à volta do Sol, o Sol à volta da Terra, e não reparou que a manta que tinha sobre as pernas se aproximou da lareira. Apenas não pegou fogo, porque teve a sorte de se ter esquecido de atear o lume. Esqueceu-se porque comia muito queijo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Tristes Tigres Turistas e Ministros à Mistura

Será que é paranóia aqui do Sr. Alfredo do Talho ou isto traz mesmo água no bico? Não acham estranho que na mesma semana em que DOIS ministros do governo de Sócrates são remodelados, DOIS tigres fogem do Circo Chen?
Não acham que é curioso que os DOIS ministros que são substituídos são respectivamente o Ministro da Saúde Correia de Campos e a Ministra da Cultura Isabel Pires de Lima? Chamem-me maluco mas isto tem “grande plano malvado escrito por toda a parte” (que é uma expressão que funciona melhor em Inglês... “evil masterplan written all over ”).

Ora bem, por mais cruel que seja, Circo é uma arte. Se é arte logo é CULTURA. Dois tigres de um circo fazem parte de algo cultural. Dois tigres de um circo à solta podem fazer muito mal à SAÚDE de uma pessoa que se cruze no caminho deles.
Eu não quero de modo nenhum lançar suspeitas sobre nada, porque ainda não se sabe se os dois tigres foram soltos ou se eles se conseguiram soltar sozinhos.

Um dos tigres podia muito bem ter tatuado a planta da jaula mas para que parecessem as suas listas de origem e ter engendrado esta fuga para salvar o seu tigre irmão. Para tal deixou-se prender pelo Circo Chen e uma vez dentro do Circo foi só levar a cabo um plano muito metódico e bem preparado. Mas esta teoria tem apenas uma falha. Conheço poucos Salões de tatuagens que tatuem tigres.
Mas se não foi ideia dos tigres só pode ter sido ideia dos ministros. Agora só não sei se foi dos ministros que foram substituídos ou dos que vieram substituir.

Convenhamos que é demasiado suspeito. O ex-ministro Correia de Campos e a ex-ministra Isabel Pires de Lima podem muito bem se ter juntado e sabendo que a caravana do Circo Chen estava na Azambuja, vai de soltar dois tigres, porque assim atacavam dois ministérios apenas com um golpe.

O Ministério da Cultura ficava afectado por ter um dos maiores circos de Portugal parado e o Circo Chen sem poder dar espectáculo lá teriam de abrir as portas da Assembleia da República ao público, pelo menos até conseguirem por tudo a funcionar outra vez como antes.
O Ministério da Saúde era também afectado porque o tigre é um perigo para a saúde pública. Para além de ser um bicho que pode fazer muitos estragos num indivíduo que o apanhe de surpresa, é também um bicho que não está habituado a fazer o cocó e o xixi no lugar devido. Aliás, quem é que ia com um saquinho para apanhar o cocó do tigre? Não é como os cãezinhos dos outros portugueses que sabem que o dono lhes vai apanhar o cocó, para não ficar ali nos passeios à espera do incauto transeunte.

Pois é. Depois o Ministro do Ambiente também teria de ser remodelado porque não havia um plano de contingência ambiental, caso um ou mais tigres se soltassem de um circo. Muito pior era se os tigres durante a sua fuga decidissem, vá, digamos, “fazer o amor” com alguma da fauna local. E depois de alguns meses tínhamos pela Azambuja gatos de 2 metros, listados, que faziam uma “miadeira” altíssima na época do cio.
Isto para não falar de que se houvesse um ferido grave, vítima de ataque de tigre poderia dar-se o caso de o INEM não conseguir uma ambulância para as Urgências mais próximas e com próximas quero evidentemente dizer “muito longe”.
Aliás podia dar-se o caso de ter que levar a vítima para um hospital que não estivesse preparado com antídoto para mordeduras de tigre porque aquilo ainda é um ferimento chato.

Não me sai da ideia que isto foi um plano. Mas tanto digo que foi dos substituídos como pode ter sido dos substitutos. Porque também acho estranho que o ex-Ministro Correia de Campos tenha sido substituído por uma mulher, a ministra Ana Jorge, e que a ex-Ministra Isabel Pires de Lima tenha sido substituída por um homem, o Ministro Pinto Ribeiro. Esta troca de sexos no cargo também é muito suspeita.

Estes novos ministros podem ter levado a cabo este plano de soltar os tigres de forma a distrair a povo português em relação a esta substituição. Ah pois é. Enquanto o povo andar aí “Ai, Jesus, que são dois tigres à solta!” não repara que estes dois novos Ministros estão no poder e quando já for tarde Pumba! Mais dois novos impostos! Um imposto de Saúde para cobrir riscos caso ataque de animal exótico e um Imposto de Cultura, que cobra por espectáculos extraordinários caso fuga de animal exótico.

Estejam muito atentos.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Grande Centenário d'O TALHO - 12 meses a talhar

Nunca entendi porque é que quando uma pessoa faz anos tem que pagar um copo aos amigos. Acho que é uma tradição parva. Não só um gajo está a celebrar mais um passo perto da cova como ainda por cima tem que dar de beber à corja toda que o está a felicitar por estar a mais um passo perto da cova.
Depois recebe prendas de 3 ou 4 mas deu de beber a 15 ou 20. E ainda por cima tem que ouvir felicitações das do género: "Conta muitos e que eu veja."
"Conta muitos e que EU veja" é das felicitações mais altruístas que eu conheço e estou a ser irónico como é óbvio. É como quem diz: Estou-me a cagar que faças anos. EU estou vivo e a beber um copo à pala. (thank you, Joy)
Mas não querendo quebrar com a tradição, aqui o vosso tão querido Sr. Alfredo vai oferecer-vos uma prenda naquele que será o post de aniversário d'O TALHO. É como se vos tivesse a pagar um copo e em resposta vocês me dissessem para contar muitos e que vocês vejam.

A prenda que decidi oferecer aos leitores obviamente que não é um copo. Oferecer um copo via internet é estúpido e só funcionou duas vezes.
Tal como falei no post anterior, a minha ideia é fazer um Especial de Aniversário à boa maneira dos Especiais de Aniversário que a televisão nos oferece cada vez que um canal faz anos. Pois é. Os canais não pagam cá copos a ninguém. Simplesmente retiram do ar toda a possível (já quase inexistente) programação de jeito e põem uma ou duas apresentadoras do habitual programa da manhã a apresentar um especial que dura praticamente todo o dia, carregado de artistas de Música Popular Portuguesa, vulgo Pimba e um ou outro artista exumado que participou no Festival da Canção. Isto tudo intercalado com certos trechos nostálgicos de como tudo começou e como foi crescendo.

E é isso que tenho para vos oferecer. Um Especial de Aniversário à boa moda da televisão. A nostalgia que muitos acontecimentos d’O TALHO deixaram. Aquela saudade. O “Ai, já não me lembrava disto” e o “Ai, isto foi tão engraçado” e outras frases que começam com a interjeição “Ai”. Ainda bem que ao longo deste tempo aqui o vosso talhante favorito decidiu tirar umas polaroids de vários momentos e personagens que marcaram este Centenário d’O TALHO. Para melhor visualizarem as Polaroids nostálgicas cliquem sobre as imagens. Elas aumentam. É só truques e interactividade.
Sem mais demoras aqui ficam essses momentos. Epá. Escrevi “esses” com um “S” a mais. Que estupidez. Nunca tal me tinha acontecido. Acontece sempre quando menos se espera. Já me dizia a minha avó “Olha que à presssas que dão em vagar.” E com razão… Hey. Mas agora reparo que a velha também dizia “pressas” com um “S” a mais. Será que é daquelas coisas que salta um geração? Será este “S” a mais uma condição congénita? Será que o grande segredo por trás do genoma humano não é mais do que o















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Bem...e tal como qualquer especial de aniversário da televisão o resultado final não foi o esperado. Algumas coisas correram mal por dificuldades técnicas (malditos PNG!!!) mas fica a intenção e só há que agradecer a toda a equipa envolvida nesta edição e a esperança que, mesmo com todas as dificuldades ocorridas, este post tenha sido do inteiro agrado dos leitores.

E a todos os leitores espero encontrá-los por mais uns anos e que eu veja.


Cheers.