quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Grande Centenário d'O TALHO - 12 meses a talhar

Nunca entendi porque é que quando uma pessoa faz anos tem que pagar um copo aos amigos. Acho que é uma tradição parva. Não só um gajo está a celebrar mais um passo perto da cova como ainda por cima tem que dar de beber à corja toda que o está a felicitar por estar a mais um passo perto da cova.
Depois recebe prendas de 3 ou 4 mas deu de beber a 15 ou 20. E ainda por cima tem que ouvir felicitações das do género: "Conta muitos e que eu veja."
"Conta muitos e que EU veja" é das felicitações mais altruístas que eu conheço e estou a ser irónico como é óbvio. É como quem diz: Estou-me a cagar que faças anos. EU estou vivo e a beber um copo à pala. (thank you, Joy)
Mas não querendo quebrar com a tradição, aqui o vosso tão querido Sr. Alfredo vai oferecer-vos uma prenda naquele que será o post de aniversário d'O TALHO. É como se vos tivesse a pagar um copo e em resposta vocês me dissessem para contar muitos e que vocês vejam.

A prenda que decidi oferecer aos leitores obviamente que não é um copo. Oferecer um copo via internet é estúpido e só funcionou duas vezes.
Tal como falei no post anterior, a minha ideia é fazer um Especial de Aniversário à boa maneira dos Especiais de Aniversário que a televisão nos oferece cada vez que um canal faz anos. Pois é. Os canais não pagam cá copos a ninguém. Simplesmente retiram do ar toda a possível (já quase inexistente) programação de jeito e põem uma ou duas apresentadoras do habitual programa da manhã a apresentar um especial que dura praticamente todo o dia, carregado de artistas de Música Popular Portuguesa, vulgo Pimba e um ou outro artista exumado que participou no Festival da Canção. Isto tudo intercalado com certos trechos nostálgicos de como tudo começou e como foi crescendo.

E é isso que tenho para vos oferecer. Um Especial de Aniversário à boa moda da televisão. A nostalgia que muitos acontecimentos d’O TALHO deixaram. Aquela saudade. O “Ai, já não me lembrava disto” e o “Ai, isto foi tão engraçado” e outras frases que começam com a interjeição “Ai”. Ainda bem que ao longo deste tempo aqui o vosso talhante favorito decidiu tirar umas polaroids de vários momentos e personagens que marcaram este Centenário d’O TALHO. Para melhor visualizarem as Polaroids nostálgicas cliquem sobre as imagens. Elas aumentam. É só truques e interactividade.
Sem mais demoras aqui ficam essses momentos. Epá. Escrevi “esses” com um “S” a mais. Que estupidez. Nunca tal me tinha acontecido. Acontece sempre quando menos se espera. Já me dizia a minha avó “Olha que à presssas que dão em vagar.” E com razão… Hey. Mas agora reparo que a velha também dizia “pressas” com um “S” a mais. Será que é daquelas coisas que salta um geração? Será este “S” a mais uma condição congénita? Será que o grande segredo por trás do genoma humano não é mais do que o















=



Bem...e tal como qualquer especial de aniversário da televisão o resultado final não foi o esperado. Algumas coisas correram mal por dificuldades técnicas (malditos PNG!!!) mas fica a intenção e só há que agradecer a toda a equipa envolvida nesta edição e a esperança que, mesmo com todas as dificuldades ocorridas, este post tenha sido do inteiro agrado dos leitores.

E a todos os leitores espero encontrá-los por mais uns anos e que eu veja.


Cheers.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Desejo a todos um Feliz Andar Novo.

Ah, Ah. Estou a brincar. É sempre bom começar com uma laracha ou um comentário jocoso ou um comentário alarachado ou, vá, uma “joca” (joke em inglês...é um anglicismo), para animar logo os leitores. E nada como uma piada relativa à ainda presente época para colocar um sorriso nessas bocas lindas. E nas vossas também.

Não é que não julgue que muitos dos leitores não começaram o ano com um Andar Novo. As loucuras que se fazem na passagem de ano, as bebedeiras que se apanham e as drogas que sorrateiramente são colocadas nos copos fazem com que no dia seguinte muitos acordem com dores nas costas (mais especificamente na área entre-glúteos) e com um andar novo.
Eu por exemplo, comecei o ano com um andar novo. E não tenho medo de o dizer. Não tenho mesmo medo nenhum. Comecei o mês de Janeiro por mudar de apartamento.

Para aqueles que já estavam a pensar que eu tinha sido vítima dessas loucuras de passagem de ano e consequentemente de sodomia, desenganem-se. Não compadeço da vossa dor. Tenho muita pena mas vocês é que têm de ter cuidado e reparar muito bem onde se sentam.
Mas sim, comecei o ano com um andar novo, logo o Feliz Andar Novo também é para mim. E é impecável. Ainda me estou a instalar, mas com calma a coisa vai. Quanto a vocês que começaram o ano com um outro género de andar novo, o meu conselho de talhante é: ponham um saquinho com gelo.

E por falar em talhante. Dia 17 deste mês, este vosso humilde estabelecimento de carnes fará o seu 7 aniversário. Pois é. Como o tempo passa e não se nota. Ainda há pouco os leitores estavam tão tristes e agora depois de 302 palavras (podem contar) estão em completo regozijo (que é uma das palavras mais estúpidas de dizer da Língua Portuguesa) e ainda por cima O Talho faz 4 aninhos. Como nunca sei se vou ter tempo para postar alguma coisa nesse dia fica desde já o aviso para os mais distraídos.

Depois de 12 anos a fazer talhadas sobre tudo e mais alguma coisa e sempre sem nada de jeito para dizer, este vosso querido Talhante só pode ficar nostálgico. Foram 9 anos a gastar (mal) as palavras e a fazer (muito) mau uso da nossa Língua. Aqui deixo um grande abraço a todos que acompanharam esta aventura que durou estes 8 anos e ficam os votos para que consiga manter este baixíssimo nível durante 14 anos mais.

Ainda antes do esperado dia de aniversário deixo-vos aqui um presente. Uma letra nova de uma música antiga para cantarolarem por cima estilo karaoke improvisado. Uma letra de celebração. Uma letra de intervenção...cirúrgica. Uma letra nostálgica. Uma letra analgésica. Uma letra parva.

Saudades do Talho (Music by Trovante)

Há sempre alguém que nos diz: tem entremeada?
Há sempre alguém que nos faz matar um porco
Há sempre alguém que não faz falta
Ahhh, saudade...

Há sempre alguém que nos diz: tem entremeada?
Há sempre alguém que nos faz matar um porco
Há sempre alguém que não faz falta
Ahhh, saudade...

Chegou hoje ao talho a notícia
É preciso avisar por esses povos
Que costoletas e bifes se aproximam
Háaaa, “figádo”...

Há sempre alguém que nos diz: tem “figádo”?
Há sempre alguém que nos faz matar outro porco
Há sempre alguém que é escusado
Ahhh, coitado...

Há sempre alguém que nos diz: tem “figádo”?
Há sempre alguém que nos faz matar outro porco
Há sempre alguém que é escusado
Ahhh, coitado...

Foi leitão que foi assado, com um “chórice”
Bifes porém são de bovino, comem-se com pão
E encharcamos os cornos com um tinto velho
Ahhh, bebemos e comemos...

Há sempre alguém que nos diz: tem picado?
Há sempre alguém que nos faz picar um kilo
Há sempre alguém que põe mais vaca
Ahhh, vaca...

E vem o dia em que dobrada, chispe, orelha e rabos
Se juntam numa bela de uma feijoada
P’ra um gajo encher as trombas
Ahhh, com um tinto maduro...

Há sempre alguém que nos diz: tem veado?
Há sempre alguém que nos faz pensar um pouco
Há sempre alguém que podemos mandar
Ahhh, pró caralho...


Versão censurada e socialmente correcta da última quadra preparada de propósito para os mais sensíveis e pouco habituados a determinada linguagem:

Há sempre alguém que nos diz: tem homossexual?
Há sempre alguém que nos faz indagar por momentos
Há sempre alguém que podemos enviar
Ahhh, para a extremidade do mastro principal de um barco...


Tenho já uma ideia para o que fazer no dia do aniversário d’O Talho. Ora pois. Apanhar uma grande bebedeira. Mas como sou muito cauteloso no que bebo e como bebo, não vai cá haver drogas colocadas sorrateiramente na minha bebida para acordar no dia seguinte com um andar novo. Nada disso. Depois disso, outra ideia será um post especial de aniversário à boa moda dos especiais de aniversário da Televisão, se me apetecer.
Aguardem. Tenham paciência. Já conhecem aqui o Sr. Alfredo. Adoro criar grandes expectativas para depois defraudar e desiludir.

Tenham cuidado.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Boas saídas, melhores entremeadas

Passou uma das fases desta época festiva e aproximamo-nos de outra que está já aí a rebentar.

O Natal tem seus protagonistas mais comuns e aquela velha polémica do Menino Jesus vs. Pai Natal é, como disse, velha.
Mas como talhante e entendido nos assuntos do foro das carnes, vejo que em Portugal ainda temos espaço para mais um protagonista.
Este não pertence ao Presépio e muito menos anda de trenó puxado por renas (faço aqui uma pausa no raciocínio para dar um grande abraço ao Sô Chico da Enfermaria e um grande agradecimento pela sua piada da insuficiência renal…trenó sem renas…o que é um Pai Natal com um…vá…eu não sou lá grande coisa a contar piadas…mas continuando) ou vestido de vermelho…embora soubesse que andou por aí um vestido de azul, mas isso são outras histórias.

Pois é. O bacalhau. Esse peixe que tirou o protagonismo todo aos principais artistas do Natal.
Pode haver casa sem Presépio. Pode haver casa sem Pai Natal a subir à janela, ou a subir a chaminé, ou pendurado numa corda, ou enforcado numa corda e por aí em diante. Mas casa sem bacalhau é que não há.
Certo. Não posso falar por todas, mas estou a basear-me num estudo do MIT que revelou que em 99,7% das casas portuguesas, entre os dias 23 a 26 de Dezembro, pelo menos uma posta de bacalhau esteve nos lares portugueses. E tenho a ligeira impressão que não deve ter sido sempre a mesma.

Não pode ter sido a mesma porque o bacalhau não tem as habilidades super-humanas do Pai Natal, que consegue fazer a dita viagem à volta do mundo, numa só noite. A não ser que seja um bacalhau que tenha vindo do Planeta Krypton…Espera aí!!!
A casa do Super-Homem, chamada Fortaleza da Solidão, fica localizada no Árctico. A casa do Pai Natal fica no Pólo Norte, ou seja, Ártico!! Tu queres ver que…o Pai Nat…o Super-Hom…são o mesm…Será que eles são a mesma pessoa? Isso explicava muita coisa.

O Super-Homem consegue dar a volta ao mundo em menos de um minuto, mas isto sem ter que parar em todas as chaminés do mundo. Provavelmente demorará uma noite inteira se tiver que fazer essas paragens todas.
Mas assim o Super-Homem tem um Ultra-Alter-Ego (vide post de 5 de Dezembro de 2007). Além de ter que ser o Clark Kent, todos os anos tem que ser o Pai Natal.
Nah. Impossível. Eles devem só ser vizinhos! O Pai Natal é mais velho que o Super-Homem. O Super-Homem foi criado em 1932 e há relatos do Pai Natal já antes do século XIII.
Agora as renas…essas sim, podem ter andado a pastar perto da Fortaleza da Solidão e ter comido alguma kryptonite que lhes deu poderes…err…supra-renais.

Mas adiante. Esse novo protagonista do Natal veio para ficar. O bacalhau é um peixe feio. Quando está seco não melhora. Continua feio. É salgado. Tem que se pôr de molho muito tempo antes de ser cozinhado. Ou seja, é um suplício de refeição. À boa tradição portuguesa que adora suplícios.
Não teria sido melhor a entremeadinha da Consoada? Ou a pázinha guisada de Natal? Algo com mais vigor… Com mais substância… Com mais carnuça…

Eu tenho a certeza que no dia de Natal, Maria e José não comeram bacalhau. Tenho a certeza que se a Mãe Natal, antes do Pai Natal seguir viagem, lhe pusesse um prato de bacalhau com batata e couve cozidas à frente, ficava em casa com um belo de um olho à Belenenses. Isso é lá comida para dar a um homem (sobre o qual ficou provado que é vizinho do Super-Homem) que vai pegar trabalho durante uma noite inteira?
É que, ó Mãe Natal, sinceramente! Bacalhau cozido nem para as renas serve! Peixe não puxa carroça, quanto mais ser alimento para quem a vai puxar.

Boas entremeadas para todos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Evagina...porque é feio dizer Errata

Pois é, caros leitores...ou leitor...caso não esteja a ler isto em família...Escolhi este título de post devido à polémica do Novo Sistema Ortográfico entre Países Lusófonos. Tudo bem que “Errata” não é uma palavra como são “acção”, “acto”, “adopção”, “baptismo” ou “Egipto”, porque não é uma questão ortográfica que se põe. Esta é apenas uma questão de embelezamento.

É certo que as meninas não gostam dos muitos e variados (e imaginativos) nomes que se dão ao seu orgão sexual. Enquanto há aqueles nomes que até são carinhosos e fofinhos, existem muitos outros que são tidos como nojentos e ofensivos.
Mas a própria palavra “errata” é vítima dessas conotações badalhocas e visto que vamos perder tanto da nossa Língua com este novo acordo, porque não alterar esta palavra também.
“Evagina” é um bom neologismo e muito capaz de substituir a palavra “errata”. Tal como as outras alterações que irão ocorrer esta parece-me igualmente boa.
E com “boa” quero obviamente dizer “estúpida” e “sem sentido”.

Somos um país que bate recordes de tudo e de nada. Quando uma aldeia quer aparecer nas notícias, das duas uma: ou acontece um crime macabro cometido sempre por alguém que segundo os populares “era uma jóia de pessoa e era incapaz de fazer mal a ninguém” ou então tentam bater um recorde para o Livro do Guiness com o maior bolo-rei alguma vez feito ou com o maior número de palhaços reunidos num só local.

Acho que com este novo Acordo Ortográfico podemos ir para o Guiness Book of Records como “o país que mais vezes cedeu a perder a sua cultura línguistica em detrimento de outros países que supostamente falam a mesma língua”. Este Recorde pode ser associado a outro tal como “o país com a maior número de palhaços na Assembleia da República”.
Somos um país tão rico em recordes estúpidos e sem sentido que acho que até podiamos ir para o Livro dos Recordes como “o país em que mais prostitutas escrevem livros que são comprados por pessoas estúpidas e que em menos de um ano estão adaptados ao cinema e cujo filme é visto também por magotes de pessoas estúpidas”. Não vejo porque não ter Portugal como país detentor desses recordes. Bolo-rei, pão com chouriço, feijoada...isso comparado a estes que proponho já não me soam tão estúpidos como da primeira vez que ocuparam grande parte dos Telejornais.

Mas sem me prolongar mais, a evagina que eu queria fazer é respectiva ao post anterior, pois o nome do medicamento anti-diarreaico é mesmo Imodium, só Imodium e não Imodin como tinha colocado por não me lembrar. Por isso, o desafio é para tomarem um Imodium e um Dulcolax. Assim é que é.
Depois não se esqueçam de por links para vídeos sobre o resultado nos comments do Talho.

Bom fim-de-semana.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Vem aí o Natal! Protejam-se!

Vêm aí o 25 de Dezembro, o dia de Natal. Que a época natalícia é hoje em dia marcada por puro consumismo já não é novidade para ninguém. Aliás, muito antes de Dezembro somos logo bombardeados por publicidade excessiva através de todos os meios de comunicação.
Em Novembro já os espaços publicitários são ocupados pelos Rocher e Mon Chéri ou então o bebé Nenuco que faz xixi e dança (coisa que aconselho que não se faça ao mesmo tempo) e o Spiderman que Canta e Dança (bem, esta foi uma das novidades que me deixou de queixo caído de choque...até ter visto depois aquela cena do último filme onde o Peter “Tobey Maguire” Parker dança pelas ruas de New York a bom jeito dos Irmãos Gibb, a.k.a. The Beegees).

Mas a indústria natalícia tem destas coisas. Fazem de tudo para vender sem olhar a meios, por vezes destruindo ideais.
O Spiderman é uma vítima. Uma vítima do consumismo. A sua imagem é explorada de forma vil e cruel.
Onde o Green Goblin, Doctor Octopus, Hobgoblin, Lizard, Vulture, Venom, Sandman, Mysterio, Scorpion, Rhino, Shocker, Electro, Carnage, Kraven falharam a Indústria dos Brinquedos venceu e conseguiu matar o “Friendly Neighborhood Spiderman”.

Ora ele canta e dança, ora tem um computador portátil, ora tem um helicóptero, ora tem uma mota, ora tem uma guitarra...Mas para que raio é que o Spiderman quer uma guitarra?? Só se ele for como o Pepe Legal que tem um alter-ego que é o El Kabong! Mas o Spiderman já é o alter-ego do Peter Parker. Será que com isto quer dizer que o Spiderman ainda tem um ultra-alter-ego que toca guitarra? El Aracnido Mariachi?? Isto se fosse uma guitarra acústica. Sendo uma guitarra eléctrica o seu ultra-alter-ego será...Joe Spidriani??

A indústria dos brinquedos é iconoclasta! Com tudo aquilo que já fizeram passar o pobre Spiderman não me admira que eles não se saibam conter, percam a cabeça e passem dos limites. Não me admira que um dia destes apareça a Casa de Sonho do Spiderman, o Busto Spiderman para Maquilhagem e Penteados, o Spiderman Bijuteria...Meu Deus!!! O Spiderman que fax xixi e dança!!!

Desesperante.

Agora mudando de assunto sem fazer ponte... Dei por mim no outro dia a pensar num assunto pertinente.
Perguntam os leitores já preocupados, com o coração a palpitar e a sentir um nervosismo incómodo:
“Mas ó Senhor Alfredo, depois desta temática tão importante e reflexiva do Spiderman, o que é que poderá ser ainda mais pertinente?”

Pois ainda bem que perguntam.
Acho que já todos viram os vídeos que pululam pelo YouTube que mostram o que acontece quando se mistura Mentos (drope de mentol) e Coke (bebida refrigerante gaseificada).
Para os menos informados aki fica um link: http://www.youtube.com/results?search_query=mentos+coke&search=Search que vai para a página onde podem explorar e ver carradas desses vídeos.
Ora, fica mais que provado que qualquer idiota pode fazer a experiência em casa (mais uma coisa que não aconselho porque resultará numa enorme...cagada. Se o fizerem façam no quintal ou na rua, longe de cortinados...), mas isto são experiências de meninos...agora o meu desafio...eheh...Isso é que era. Eu próprio que o pensei não tenho coragem de o fazer, mas quem sabe se um dos leitores, fã destemido (leia-se fanático idiota) deste vosso prosador, não terá a coragem e valentia (leia-se a burrice e estupidez) necessária para fazer tal feito.

“Ó Sr. Alfredo...já tou em pulgas! Deixe-se lá de rodeios e diga lá o que é que tenho que fazer!! Qual é esse desafio? Diga-me, por favor! Mal posso esperar!”

Calminha. Isso é paleio de alguém muito desesperado e que não tem amigos...ou sequer uma vida. E vê lá se tratas desse problema de pulgas que não é lá muito higiénico.
Aqui vai o desafio. Decerto muitos já viram aquela publicidade do senhor que vai ao teatro e de repente lhe dá um ataque de soltura.
Pois é. Segundo a publicidade é incómodo quando a diarreia aparece nas piores situações e alturas. Que chato.
Mas existe um remédio: Imodium...ou Imodin...ora aquilo previne que tal chatice aconteça em situações inesperadas, como quando vamos ao teatro ou a galerias de arte onde por vezes vemos quadros de artistas que aparentemente não tinham Imodin à mão.
Suponho, por esta ordem que também tenham visto a publicidade de um outro medicamento que faz exactamente o contrário. Falo pois, do Dulcolax. Os mais perspicazes já devem estar a ver para onde isto vai...
O desafio será saber qual o resultado quando se toma um Imodium e um Dulcolax ao mesmo tempo. Ora um previne e o outro faz que aconteça. O que será que acontece? Será que um é mais forte que o outro? Será que a tripa explode? Será que ao unir estes dois elementos antagónicos criamos uma brecha no contínuo espaço-tempo dentro do nosso intestino? Será que os idiotas do Jackass já o fizeram? Será que alguém o vai fazer e colocar um vídeo com o resultado no YouTube?
Se esta última acontecer, não se esqueçam do velho Sr. Alfredo e ponham o link nos comments.

Cuidem-se.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Lembration, Lembration...o dia 5 de Novembration...

Ora aqui estamos em Novembro, mês conhecido pelo seu calor, já chamado na gíria dos metereólogos como a Segunda Época Balnear. Este ano São Martinho vai ficar lixado, porque perdeu exclusividade do seu Verão.
Houve aí uns dias de chuva mas foi, vá, chuva de pouca dura, porque hoje, dia 5 de Novembro, está um sol resplandescente, um calor de andar só de bata de talhante sem mais nada por baixo...que por acaso é como costumo andar no meu Talho e também quando estou a escrever os posts no blog.
Se fosse dono duma frutaria diria que gosto de andar com a fruta em liberdade...Se fosse dono de uma loja de ferrangens diria que gosto de andar com a ferramenta a descoberto...Se fosse dono de uma...uhmm...papelaria...uhmm...diria que gosto de andar com a minha edição especial, revista e ilustrada d’Os Lusíadas com comentários de historiadores, com capa de couro, orlada a dourado ao léu.

Mas não. Sou dono de um Talho, por isso não digo coisas dessas. E se dissesse lógicamente teria alguma coisa a ver com carne. Mas seria humor reles e brejeiro. Por isso fica para outro dia. Claro que lógicamente se escreve sem acento no O. Mas ainda bem que estão atentos. Gosto de ter a vossa atenção.

Há algumas semanas, depois de escrever o meu passado post, fiz uma passagem por mais umas das nossas mágnificas Estradas Nacionais e estive num engarrafamento numa Nacional, o que é absolutamente absurdo.
Devia haver uma espécie de Becel Pro-Activ para as nossas estradas, porque elas andam entupidas até às capilares. Nunca esperei encontrar um engarrafamento de vários quilómetros numa Nacional. Por isso uns carros tipo Limpa-neves podiam fazer o serviço de limpar, de vez em quando, as artérias rodoviárias do nosso país. Um Limpa-Neves por dia nem sabe o bem que lhe fazia.

Não quero repetir piadas, porque isso mostra fraqueza e é um desrespeito aos leitores que querem sempre algo novo e fresco. Também não sou um comediante dos programas da manhã da televisão portuguesa. Sou um talhante e como tal sei que nunca se corta um bife da mesma maneira. Mas sem querer ferir susceptibilidades aqui vai...
Nessa incursão pela Nacional passei por mais uma bela localidade com mais um belo nome que também serviría para um belo Santuário. Falo de Cabeça Gorda perto de Santarém. Nossa Senhora da Cabeça Gorda seria bonito. Depois temos também Sarilhos Grandes para os lados de Pinhal Novo. Mas aí dedicava o Santuário aos pastorinhos, porque normalmente quem se mete com psicotrópicos que causam alucinações mete-se em Sarilhos Grandes. E esta foi a seca do dia.

Ora, dia 5 de Novembro. Uma bela data. No Reino Unido celebra-se o Guy Fawkes. Julgo que conheçam a história. Era falada nas aulas de Inglês. Para os menos atentos as aulas de Inglês eram aquelas que tinham um professor ou uma professora que acabava muitas das suas frases imperceptíveis em “ation” (leia-se “eichon”). Para os ainda menos atentos, aulas eram aquelas horas que passavamos dentro duma sala com uma outra data de putos tão ranhosos e mete-nojo como nós e um adulto desesperado aos berros. Segundo sei, o conceito não mudou muito até hoje.
E perguntam vocês: Mas ó shô Alfarêdo, quem é que é que era que foi esse tal e coiso do Gaia Fóques?

Primeiro, é Alfredo e não Alfarêdo.
Segundo, se tivessem prestado atenção às aulas sabiam fazer a pergunta correctamente e não diziam “quem é que é que era que foi”. Um “quem foi” bastava.
Terceiro, Guy Fawkes era um homem que em suas imagens representativas aparece de bigode e barba. Esse homem de bigode e barba tentou explodir o Palácio de Westminster com barris de pólvora em 1605. Falhou e apanhou na boca. Agora é celebrado todos os 5 de Novembro com efígies representando a sua pessoa (de bigode e barba) que são postas em fogo. É uma maneira simpática de lembrar alguém.

O mais parecido com esse indivíduo que temos cá em Portugal será o Manuel Subtil que se barricou nas casas de banho das antigas instalações da RTP em Janeiro de 2001. Porque não celebrar esse dia também? Construir uma efígie representativa de Manuel Subtil e barrica-la numa casa de banho. Não é tão porreiro como pegar-lhe fogo, mas vai daí, e porque não. Mas se seguirem esta ideia parva, por favor não lhe peguem fogo dentro da casa de banho. Façam isso num descampado ou num parque de estacionamento sem carros. Segurança acima de tudo.

Bem, tinha mais umas ideias para escrever neste post, mas já está comprido e chato e admiro as pessoas que conseguiram ler isto até aqui. A vós, os meus respeitosos parabéns. Pode ser que ainda este mês tenha um tempo livre das minhas lides talhantes para vir aqui dar mais uma talhada.

Saúde para todos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Valha-nos a Santa Mãe!

Estive de férias! Finalmente. Uns dias de “dolce fare niente” só eu e a esposa. Foi uma maravilha. Por isso estive tanto tempo ausente das lides talhantes...foi só forrobodó!
Desta vez não fizemos muito passeio, mas mesmo assim foi bom.

No ano passado demos uns passeios pela Beira Litoral, ver as vistas, os castelos, provar a gastronomia regional (que surpreendentemente cada vez mais é pizza), ver mais monumentos, sítios importantes e outros menos importantes. O que interessa é que em Portugal tudo é lindo. Excepto Setúbal. E Vila Velha de Rodão em certos dias também cheira mal. Mas vá...são bonitos de uma forma peculiar. Peculiarmente mal-cheirosos.

Grande parte do roteiro foi feito pelas nossas maravilhosas Estradas Nacionais.
Quem diz “Epá. Nacional? ‘Tás é parvo. Eu curto é andar na bisga nas auto-estradias, man.” é porque é muito urso (sem ofensa aos ursos que conheço alguns e não têm culpa nehuma) e merecia espetar-se contra um lancil, sair pelo vidro, ficar de rabo para o ar e ser penatrado violentamente por aquelas luzes azuis e estúpidas que irritam a vista e incomodam quem está na estrada para conduzir e não para competir.
Andar nas nossas nacionais é um deleite...e não, não vou fazer nenhuma piada com a palavra “deleite”.

Vemos o interior, vemos as nossas frondosas florestas (ou o chamuscado que resta de algumas delas), as serras, as fontes e o melhor de tudo, as nossas localidades mais, mais, mais interinas! E não, não vou fazer uma piada com a palavra “interina”, estava-se mesmo a ver.
Temos localidades lindas, que de sua simplicidade transmitem calma e serenidade, com gente boa que sabe responder a um “Bom dia” e a um “Boa tarde” (a um “Boa noite” fiquei sem saber pois também é gente de se deitar muito cedo), com casas rústicas e com o belo do tasco onde servem cerveja fresquinha sem o olhar de desconfiança habitual das pessoas das cidades.
Mas o melhor dessas localidades, caros leitores, são os seus nomes. Sem dúvida, Portugal é cheio de pérolas. Então alguns são mesmo nomes que levam o mais sério dos passageiros a esboçar um sorriso, senão mesmo a gargalhar até lhe virem as lágrimas aos olhos, soltar uma ou duas pinguinhas de urina para a cueca e de vez em quando largar um “flato”.

Eu sei que este é um assunto já focado vezes demais. “Pois. Olha outro a gozar com o nome das localidades.”, “Ó amigo, essa já é velha.”, “Usar vírgulas entre aspas fica esquisito, ó bacano.”...
Mas calma. Isto tudo foi só o build-up. A punchline vem agora, já na próxima frase.
Ou será o punchline? Bem. Não interessa.

Durante esse passeio, a esposa e eu passamos por Fátima, bonita localidade e lugar de culto para muito peregrino. Nós não somos muito devotos, mas gostamos de ver as vistas e aquilo do santuário até que está engraçado.
Mas o santuário de Fátima levou-me a pensar em muita coisa. Uma delas foi que nunca tinha visto tanta carrinha de venda de farturas por metro quadrado. Outra foi indagar sobre a própria aparição de Nossa Senhora.
Não estou a por em causa se ela apareceu mesmo frente à Lucy, à Jacy e ao Chico. Nem me interessa entrar nesse campo. Cada um acredita no que quer. Aparições de Nossa Senhora, o Benfica ganhar dois campeonatos seguidos, aumento das reformas...no que quiser.
A minha indagação é porque é que Nossa Senhora foi aparecer ali? Questões logísticas? Será que Ela já tinha em mente que ali ia ser um bom sítio para construir um santuário em Sua homenagem? Ou será que aqueles terrenos eram do interesse de terceiros que queriam em vende-los para tal efeito?

Isto levou-me a pensar “E se Nossa Senhora tivesse aparecido na Ota?” Pois é. Muito provavelmente agora discutir-se-ia a construção de um novo aeroporto em Fátima.
O pessoal que tem os terrenos na Ota é que não ia ficar muito contente.
“Ah, apareceu aqui a Nossa Senhora e vamos ter que construir aqui um santuário.”
“Oh. Mas que chatice. Mas porque raio não apareceu Ela em Fátima? Lá é que há bons terrenos para santuários. Aqui, pelo tipo de terreno, é mais coisa de segundo aeroporto.”
Mas esta é uma questão pertinente. Porque foi ela aparecer em Fátima? Logo em Fátima.
Há tanta localidade em Portugal, porquê logo em Fátima?
Ela foi esperta. Ora pois. Fosse lá ela aparecer um pouco mais ao lado, no concelho de Ourém e não teria sido ela chamada Nossa Senhora dos Currais!
Ou teve muita sorte ou foi muito esperta. É que com a quantidade de nomes de localidades que temos, Nossa Senhor teve mesmo muita sorte ter aparecido onde apareceu, ou não fosse ela chamar-se:

Nossa Senhora da Picha (Pedrogão Grande);
Nossa Senhora da Vendas das Raparigas (Alcobaça);
Nossa Senhora d’A-da-Gorda (Óbidos);
Nossa Senhora de Lavacolhos (Fundão);
Nossa Senhora de Picheleiros (Setúbal);
Nossa Senhora de Espelgases (Odemira);
Nossa Senhora da Coina (Barreiro);
Nossa Senhora de Nariz (Aveiro);
Nossa Senhora do Casal do Pinhal (Sintra);
Nossa Senhora de Toca do Rabo (Vila do Bispo);
Nossa Senhora do Rablongo (Idanha-a-Nova);
Nossa Senhora do Rabito (Guarda);
Nossa Senhora do Rabinho (Fundão novamente);
Nossa Senhora de Rabadela (Vila Nova de Famalicão);
Nossa Senhora de Entrabum (Monchique);
Nossa Senhora de Lamama (Paredes de Coura);
Nossa Senhora do Moinho da Mama (Arraiolos);
Nossa Senhora da Palhaça (Oliveira de Bairro);
Nossa Senhora de Engano (Odemira novamente);
Nossa Senhora de Ranholas (Sintra novamente);

As possibilidades são inúmeras. Agora tentem ver como é que ficavam essas localidades se tivessem “Santuário” escrito à frente. É o que vos digo. Foi um milagre, sim senhor. Foi um milagre Ela ter aparecido em Fátima.

Voltem sempre. Desculpem o incómodo.