quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Dicotomia numa Sandes Mista (ou Sande Mista)

Primeiro: Pela primeira vez na minha vida usei a palavra “dicotomia”. É uma palavra de prestígio.

Segundo: Logo a seguir arruinei tudo. Associei “dicotomia” com “Sandes Mista”.

Terceiro: Não há terceiro.

De onde vêm as “frases sábias”? Aquelas frases que as nossas avós e as nossas mães nos dizem e que temos a tendência de perpetuar na gerações vindouras. De onde vêm?
Vêm dos textos apócrifos do Nilo? De alguma bíblia implícita? De papiros da biblioteca da Alexandria?
Quem foi o autor de afirmações como “É muito esquecido porque come muito queijo.” De onde vem esta sabedoria? Quem é que fez esta descoberta?

Suponho que há muitos anos atrás algum sábio reparou como as pessoas que comiam muito queijo se esqueciam mais facilmente das coisas. Aposto que ele tentou avisar as pessoas e acabou na fogueira. Mas a sua sabedoria ficou para a posteridade. Um Copérnico do queijo.

Por isso é que temos a Sandes Mista (ou Sande Mista). A sandes mista (ou sande mista) atenua os efeitos malignos do queijo. Não quero com isto dizer que se comermos muito fiambre nos lembramos mais das coisas. Não. O fiambre simplesmente corta, em parte, os efeitos nocivos dessa arma biológica que é o queijo.
Se dissesse que o fiambre tem tal efeito acabaria na fogueira como acabou o amigo que falou do queijo, e acabar numa fogueira não me dá muito jeito porque já marquei consulta no dentista para a semana e todos sabemos como as marcações andam complicadas.

Os efeitos atenuantes do fiambre devem ter sido descobertos por algum talhante perspicaz. Um Fleming do fiambre, que viu que criando uma sandes mista (ou sande mista) tudo seria resolvido. Os problemas que o queijo poderia provocar estariam controlados por uma fatia de fiambre e desta feita ficaríamos com um snack ainda mais saboroso.

Depois…depois vieram os franceses. Rak-ptui!(<- som de cuspidela!)
Os franceses! Com as suas invasões e a sua Língua que enrola a língua. Vieram os franceses e usando um instrumento de tortura, a prensa em brasa, queimaram a sandes mista (ou sande mista) e deformaram-na…deixando-a desfigurada, com queimaduras horríveis e profundas. Depois…depois puseram-lhe manteiga por cima… e mudaram-lhe o nome para Tosta Mista (ou Tostas Mista). Malditos!
A função de um instrumento de tortura deve ser apenas aquela que tem: Torturar! Nada de desfigurar sandes mistas (ou sande mista) e torna-las…naquilo.
Não satisfeitos, procuraram novas maneiras de deitar a glória da sandes mista (ou sande mista) por terra, despojando-a de sua personalidade carismática.
Antes, tinha sido a tortura pelo fogo…
Depois despiram-na do pão que a cobria e vestiram-na como uma libertina… trajando-a com um croissant! Malditos! Franceses malditos!

Não faço ideia como é que vim parar aqui. Pode dizer-se que “As conversas são como as cerejas…”! “As conversas…”… “…São como as cerejas”!
Percebem! De onde é que vêm estas frases? Como é que elas aparecem? Será génese espontânea tal como acontece com as ratazanas nos cestos de roupa suja? Será que consigo culpar também isto nos franceses? Malditos!


NOTA do Sr Alfredo do Talho: Copérnico não morreu na fogueira. Mas não morreu por pura sorte, porque houve um dia daqueles em que lá estava ele a teorizar sobre a Terra à volta do Sol, o Sol à volta da Terra, e não reparou que a manta que tinha sobre as pernas se aproximou da lareira. Apenas não pegou fogo, porque teve a sorte de se ter esquecido de atear o lume. Esqueceu-se porque comia muito queijo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Tristes Tigres Turistas e Ministros à Mistura

Será que é paranóia aqui do Sr. Alfredo do Talho ou isto traz mesmo água no bico? Não acham estranho que na mesma semana em que DOIS ministros do governo de Sócrates são remodelados, DOIS tigres fogem do Circo Chen?
Não acham que é curioso que os DOIS ministros que são substituídos são respectivamente o Ministro da Saúde Correia de Campos e a Ministra da Cultura Isabel Pires de Lima? Chamem-me maluco mas isto tem “grande plano malvado escrito por toda a parte” (que é uma expressão que funciona melhor em Inglês... “evil masterplan written all over ”).

Ora bem, por mais cruel que seja, Circo é uma arte. Se é arte logo é CULTURA. Dois tigres de um circo fazem parte de algo cultural. Dois tigres de um circo à solta podem fazer muito mal à SAÚDE de uma pessoa que se cruze no caminho deles.
Eu não quero de modo nenhum lançar suspeitas sobre nada, porque ainda não se sabe se os dois tigres foram soltos ou se eles se conseguiram soltar sozinhos.

Um dos tigres podia muito bem ter tatuado a planta da jaula mas para que parecessem as suas listas de origem e ter engendrado esta fuga para salvar o seu tigre irmão. Para tal deixou-se prender pelo Circo Chen e uma vez dentro do Circo foi só levar a cabo um plano muito metódico e bem preparado. Mas esta teoria tem apenas uma falha. Conheço poucos Salões de tatuagens que tatuem tigres.
Mas se não foi ideia dos tigres só pode ter sido ideia dos ministros. Agora só não sei se foi dos ministros que foram substituídos ou dos que vieram substituir.

Convenhamos que é demasiado suspeito. O ex-ministro Correia de Campos e a ex-ministra Isabel Pires de Lima podem muito bem se ter juntado e sabendo que a caravana do Circo Chen estava na Azambuja, vai de soltar dois tigres, porque assim atacavam dois ministérios apenas com um golpe.

O Ministério da Cultura ficava afectado por ter um dos maiores circos de Portugal parado e o Circo Chen sem poder dar espectáculo lá teriam de abrir as portas da Assembleia da República ao público, pelo menos até conseguirem por tudo a funcionar outra vez como antes.
O Ministério da Saúde era também afectado porque o tigre é um perigo para a saúde pública. Para além de ser um bicho que pode fazer muitos estragos num indivíduo que o apanhe de surpresa, é também um bicho que não está habituado a fazer o cocó e o xixi no lugar devido. Aliás, quem é que ia com um saquinho para apanhar o cocó do tigre? Não é como os cãezinhos dos outros portugueses que sabem que o dono lhes vai apanhar o cocó, para não ficar ali nos passeios à espera do incauto transeunte.

Pois é. Depois o Ministro do Ambiente também teria de ser remodelado porque não havia um plano de contingência ambiental, caso um ou mais tigres se soltassem de um circo. Muito pior era se os tigres durante a sua fuga decidissem, vá, digamos, “fazer o amor” com alguma da fauna local. E depois de alguns meses tínhamos pela Azambuja gatos de 2 metros, listados, que faziam uma “miadeira” altíssima na época do cio.
Isto para não falar de que se houvesse um ferido grave, vítima de ataque de tigre poderia dar-se o caso de o INEM não conseguir uma ambulância para as Urgências mais próximas e com próximas quero evidentemente dizer “muito longe”.
Aliás podia dar-se o caso de ter que levar a vítima para um hospital que não estivesse preparado com antídoto para mordeduras de tigre porque aquilo ainda é um ferimento chato.

Não me sai da ideia que isto foi um plano. Mas tanto digo que foi dos substituídos como pode ter sido dos substitutos. Porque também acho estranho que o ex-Ministro Correia de Campos tenha sido substituído por uma mulher, a ministra Ana Jorge, e que a ex-Ministra Isabel Pires de Lima tenha sido substituída por um homem, o Ministro Pinto Ribeiro. Esta troca de sexos no cargo também é muito suspeita.

Estes novos ministros podem ter levado a cabo este plano de soltar os tigres de forma a distrair a povo português em relação a esta substituição. Ah pois é. Enquanto o povo andar aí “Ai, Jesus, que são dois tigres à solta!” não repara que estes dois novos Ministros estão no poder e quando já for tarde Pumba! Mais dois novos impostos! Um imposto de Saúde para cobrir riscos caso ataque de animal exótico e um Imposto de Cultura, que cobra por espectáculos extraordinários caso fuga de animal exótico.

Estejam muito atentos.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Grande Centenário d'O TALHO - 12 meses a talhar

Nunca entendi porque é que quando uma pessoa faz anos tem que pagar um copo aos amigos. Acho que é uma tradição parva. Não só um gajo está a celebrar mais um passo perto da cova como ainda por cima tem que dar de beber à corja toda que o está a felicitar por estar a mais um passo perto da cova.
Depois recebe prendas de 3 ou 4 mas deu de beber a 15 ou 20. E ainda por cima tem que ouvir felicitações das do género: "Conta muitos e que eu veja."
"Conta muitos e que EU veja" é das felicitações mais altruístas que eu conheço e estou a ser irónico como é óbvio. É como quem diz: Estou-me a cagar que faças anos. EU estou vivo e a beber um copo à pala. (thank you, Joy)
Mas não querendo quebrar com a tradição, aqui o vosso tão querido Sr. Alfredo vai oferecer-vos uma prenda naquele que será o post de aniversário d'O TALHO. É como se vos tivesse a pagar um copo e em resposta vocês me dissessem para contar muitos e que vocês vejam.

A prenda que decidi oferecer aos leitores obviamente que não é um copo. Oferecer um copo via internet é estúpido e só funcionou duas vezes.
Tal como falei no post anterior, a minha ideia é fazer um Especial de Aniversário à boa maneira dos Especiais de Aniversário que a televisão nos oferece cada vez que um canal faz anos. Pois é. Os canais não pagam cá copos a ninguém. Simplesmente retiram do ar toda a possível (já quase inexistente) programação de jeito e põem uma ou duas apresentadoras do habitual programa da manhã a apresentar um especial que dura praticamente todo o dia, carregado de artistas de Música Popular Portuguesa, vulgo Pimba e um ou outro artista exumado que participou no Festival da Canção. Isto tudo intercalado com certos trechos nostálgicos de como tudo começou e como foi crescendo.

E é isso que tenho para vos oferecer. Um Especial de Aniversário à boa moda da televisão. A nostalgia que muitos acontecimentos d’O TALHO deixaram. Aquela saudade. O “Ai, já não me lembrava disto” e o “Ai, isto foi tão engraçado” e outras frases que começam com a interjeição “Ai”. Ainda bem que ao longo deste tempo aqui o vosso talhante favorito decidiu tirar umas polaroids de vários momentos e personagens que marcaram este Centenário d’O TALHO. Para melhor visualizarem as Polaroids nostálgicas cliquem sobre as imagens. Elas aumentam. É só truques e interactividade.
Sem mais demoras aqui ficam essses momentos. Epá. Escrevi “esses” com um “S” a mais. Que estupidez. Nunca tal me tinha acontecido. Acontece sempre quando menos se espera. Já me dizia a minha avó “Olha que à presssas que dão em vagar.” E com razão… Hey. Mas agora reparo que a velha também dizia “pressas” com um “S” a mais. Será que é daquelas coisas que salta um geração? Será este “S” a mais uma condição congénita? Será que o grande segredo por trás do genoma humano não é mais do que o















=



Bem...e tal como qualquer especial de aniversário da televisão o resultado final não foi o esperado. Algumas coisas correram mal por dificuldades técnicas (malditos PNG!!!) mas fica a intenção e só há que agradecer a toda a equipa envolvida nesta edição e a esperança que, mesmo com todas as dificuldades ocorridas, este post tenha sido do inteiro agrado dos leitores.

E a todos os leitores espero encontrá-los por mais uns anos e que eu veja.


Cheers.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Desejo a todos um Feliz Andar Novo.

Ah, Ah. Estou a brincar. É sempre bom começar com uma laracha ou um comentário jocoso ou um comentário alarachado ou, vá, uma “joca” (joke em inglês...é um anglicismo), para animar logo os leitores. E nada como uma piada relativa à ainda presente época para colocar um sorriso nessas bocas lindas. E nas vossas também.

Não é que não julgue que muitos dos leitores não começaram o ano com um Andar Novo. As loucuras que se fazem na passagem de ano, as bebedeiras que se apanham e as drogas que sorrateiramente são colocadas nos copos fazem com que no dia seguinte muitos acordem com dores nas costas (mais especificamente na área entre-glúteos) e com um andar novo.
Eu por exemplo, comecei o ano com um andar novo. E não tenho medo de o dizer. Não tenho mesmo medo nenhum. Comecei o mês de Janeiro por mudar de apartamento.

Para aqueles que já estavam a pensar que eu tinha sido vítima dessas loucuras de passagem de ano e consequentemente de sodomia, desenganem-se. Não compadeço da vossa dor. Tenho muita pena mas vocês é que têm de ter cuidado e reparar muito bem onde se sentam.
Mas sim, comecei o ano com um andar novo, logo o Feliz Andar Novo também é para mim. E é impecável. Ainda me estou a instalar, mas com calma a coisa vai. Quanto a vocês que começaram o ano com um outro género de andar novo, o meu conselho de talhante é: ponham um saquinho com gelo.

E por falar em talhante. Dia 17 deste mês, este vosso humilde estabelecimento de carnes fará o seu 7 aniversário. Pois é. Como o tempo passa e não se nota. Ainda há pouco os leitores estavam tão tristes e agora depois de 302 palavras (podem contar) estão em completo regozijo (que é uma das palavras mais estúpidas de dizer da Língua Portuguesa) e ainda por cima O Talho faz 4 aninhos. Como nunca sei se vou ter tempo para postar alguma coisa nesse dia fica desde já o aviso para os mais distraídos.

Depois de 12 anos a fazer talhadas sobre tudo e mais alguma coisa e sempre sem nada de jeito para dizer, este vosso querido Talhante só pode ficar nostálgico. Foram 9 anos a gastar (mal) as palavras e a fazer (muito) mau uso da nossa Língua. Aqui deixo um grande abraço a todos que acompanharam esta aventura que durou estes 8 anos e ficam os votos para que consiga manter este baixíssimo nível durante 14 anos mais.

Ainda antes do esperado dia de aniversário deixo-vos aqui um presente. Uma letra nova de uma música antiga para cantarolarem por cima estilo karaoke improvisado. Uma letra de celebração. Uma letra de intervenção...cirúrgica. Uma letra nostálgica. Uma letra analgésica. Uma letra parva.

Saudades do Talho (Music by Trovante)

Há sempre alguém que nos diz: tem entremeada?
Há sempre alguém que nos faz matar um porco
Há sempre alguém que não faz falta
Ahhh, saudade...

Há sempre alguém que nos diz: tem entremeada?
Há sempre alguém que nos faz matar um porco
Há sempre alguém que não faz falta
Ahhh, saudade...

Chegou hoje ao talho a notícia
É preciso avisar por esses povos
Que costoletas e bifes se aproximam
Háaaa, “figádo”...

Há sempre alguém que nos diz: tem “figádo”?
Há sempre alguém que nos faz matar outro porco
Há sempre alguém que é escusado
Ahhh, coitado...

Há sempre alguém que nos diz: tem “figádo”?
Há sempre alguém que nos faz matar outro porco
Há sempre alguém que é escusado
Ahhh, coitado...

Foi leitão que foi assado, com um “chórice”
Bifes porém são de bovino, comem-se com pão
E encharcamos os cornos com um tinto velho
Ahhh, bebemos e comemos...

Há sempre alguém que nos diz: tem picado?
Há sempre alguém que nos faz picar um kilo
Há sempre alguém que põe mais vaca
Ahhh, vaca...

E vem o dia em que dobrada, chispe, orelha e rabos
Se juntam numa bela de uma feijoada
P’ra um gajo encher as trombas
Ahhh, com um tinto maduro...

Há sempre alguém que nos diz: tem veado?
Há sempre alguém que nos faz pensar um pouco
Há sempre alguém que podemos mandar
Ahhh, pró caralho...


Versão censurada e socialmente correcta da última quadra preparada de propósito para os mais sensíveis e pouco habituados a determinada linguagem:

Há sempre alguém que nos diz: tem homossexual?
Há sempre alguém que nos faz indagar por momentos
Há sempre alguém que podemos enviar
Ahhh, para a extremidade do mastro principal de um barco...


Tenho já uma ideia para o que fazer no dia do aniversário d’O Talho. Ora pois. Apanhar uma grande bebedeira. Mas como sou muito cauteloso no que bebo e como bebo, não vai cá haver drogas colocadas sorrateiramente na minha bebida para acordar no dia seguinte com um andar novo. Nada disso. Depois disso, outra ideia será um post especial de aniversário à boa moda dos especiais de aniversário da Televisão, se me apetecer.
Aguardem. Tenham paciência. Já conhecem aqui o Sr. Alfredo. Adoro criar grandes expectativas para depois defraudar e desiludir.

Tenham cuidado.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Boas saídas, melhores entremeadas

Passou uma das fases desta época festiva e aproximamo-nos de outra que está já aí a rebentar.

O Natal tem seus protagonistas mais comuns e aquela velha polémica do Menino Jesus vs. Pai Natal é, como disse, velha.
Mas como talhante e entendido nos assuntos do foro das carnes, vejo que em Portugal ainda temos espaço para mais um protagonista.
Este não pertence ao Presépio e muito menos anda de trenó puxado por renas (faço aqui uma pausa no raciocínio para dar um grande abraço ao Sô Chico da Enfermaria e um grande agradecimento pela sua piada da insuficiência renal…trenó sem renas…o que é um Pai Natal com um…vá…eu não sou lá grande coisa a contar piadas…mas continuando) ou vestido de vermelho…embora soubesse que andou por aí um vestido de azul, mas isso são outras histórias.

Pois é. O bacalhau. Esse peixe que tirou o protagonismo todo aos principais artistas do Natal.
Pode haver casa sem Presépio. Pode haver casa sem Pai Natal a subir à janela, ou a subir a chaminé, ou pendurado numa corda, ou enforcado numa corda e por aí em diante. Mas casa sem bacalhau é que não há.
Certo. Não posso falar por todas, mas estou a basear-me num estudo do MIT que revelou que em 99,7% das casas portuguesas, entre os dias 23 a 26 de Dezembro, pelo menos uma posta de bacalhau esteve nos lares portugueses. E tenho a ligeira impressão que não deve ter sido sempre a mesma.

Não pode ter sido a mesma porque o bacalhau não tem as habilidades super-humanas do Pai Natal, que consegue fazer a dita viagem à volta do mundo, numa só noite. A não ser que seja um bacalhau que tenha vindo do Planeta Krypton…Espera aí!!!
A casa do Super-Homem, chamada Fortaleza da Solidão, fica localizada no Árctico. A casa do Pai Natal fica no Pólo Norte, ou seja, Ártico!! Tu queres ver que…o Pai Nat…o Super-Hom…são o mesm…Será que eles são a mesma pessoa? Isso explicava muita coisa.

O Super-Homem consegue dar a volta ao mundo em menos de um minuto, mas isto sem ter que parar em todas as chaminés do mundo. Provavelmente demorará uma noite inteira se tiver que fazer essas paragens todas.
Mas assim o Super-Homem tem um Ultra-Alter-Ego (vide post de 5 de Dezembro de 2007). Além de ter que ser o Clark Kent, todos os anos tem que ser o Pai Natal.
Nah. Impossível. Eles devem só ser vizinhos! O Pai Natal é mais velho que o Super-Homem. O Super-Homem foi criado em 1932 e há relatos do Pai Natal já antes do século XIII.
Agora as renas…essas sim, podem ter andado a pastar perto da Fortaleza da Solidão e ter comido alguma kryptonite que lhes deu poderes…err…supra-renais.

Mas adiante. Esse novo protagonista do Natal veio para ficar. O bacalhau é um peixe feio. Quando está seco não melhora. Continua feio. É salgado. Tem que se pôr de molho muito tempo antes de ser cozinhado. Ou seja, é um suplício de refeição. À boa tradição portuguesa que adora suplícios.
Não teria sido melhor a entremeadinha da Consoada? Ou a pázinha guisada de Natal? Algo com mais vigor… Com mais substância… Com mais carnuça…

Eu tenho a certeza que no dia de Natal, Maria e José não comeram bacalhau. Tenho a certeza que se a Mãe Natal, antes do Pai Natal seguir viagem, lhe pusesse um prato de bacalhau com batata e couve cozidas à frente, ficava em casa com um belo de um olho à Belenenses. Isso é lá comida para dar a um homem (sobre o qual ficou provado que é vizinho do Super-Homem) que vai pegar trabalho durante uma noite inteira?
É que, ó Mãe Natal, sinceramente! Bacalhau cozido nem para as renas serve! Peixe não puxa carroça, quanto mais ser alimento para quem a vai puxar.

Boas entremeadas para todos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Evagina...porque é feio dizer Errata

Pois é, caros leitores...ou leitor...caso não esteja a ler isto em família...Escolhi este título de post devido à polémica do Novo Sistema Ortográfico entre Países Lusófonos. Tudo bem que “Errata” não é uma palavra como são “acção”, “acto”, “adopção”, “baptismo” ou “Egipto”, porque não é uma questão ortográfica que se põe. Esta é apenas uma questão de embelezamento.

É certo que as meninas não gostam dos muitos e variados (e imaginativos) nomes que se dão ao seu orgão sexual. Enquanto há aqueles nomes que até são carinhosos e fofinhos, existem muitos outros que são tidos como nojentos e ofensivos.
Mas a própria palavra “errata” é vítima dessas conotações badalhocas e visto que vamos perder tanto da nossa Língua com este novo acordo, porque não alterar esta palavra também.
“Evagina” é um bom neologismo e muito capaz de substituir a palavra “errata”. Tal como as outras alterações que irão ocorrer esta parece-me igualmente boa.
E com “boa” quero obviamente dizer “estúpida” e “sem sentido”.

Somos um país que bate recordes de tudo e de nada. Quando uma aldeia quer aparecer nas notícias, das duas uma: ou acontece um crime macabro cometido sempre por alguém que segundo os populares “era uma jóia de pessoa e era incapaz de fazer mal a ninguém” ou então tentam bater um recorde para o Livro do Guiness com o maior bolo-rei alguma vez feito ou com o maior número de palhaços reunidos num só local.

Acho que com este novo Acordo Ortográfico podemos ir para o Guiness Book of Records como “o país que mais vezes cedeu a perder a sua cultura línguistica em detrimento de outros países que supostamente falam a mesma língua”. Este Recorde pode ser associado a outro tal como “o país com a maior número de palhaços na Assembleia da República”.
Somos um país tão rico em recordes estúpidos e sem sentido que acho que até podiamos ir para o Livro dos Recordes como “o país em que mais prostitutas escrevem livros que são comprados por pessoas estúpidas e que em menos de um ano estão adaptados ao cinema e cujo filme é visto também por magotes de pessoas estúpidas”. Não vejo porque não ter Portugal como país detentor desses recordes. Bolo-rei, pão com chouriço, feijoada...isso comparado a estes que proponho já não me soam tão estúpidos como da primeira vez que ocuparam grande parte dos Telejornais.

Mas sem me prolongar mais, a evagina que eu queria fazer é respectiva ao post anterior, pois o nome do medicamento anti-diarreaico é mesmo Imodium, só Imodium e não Imodin como tinha colocado por não me lembrar. Por isso, o desafio é para tomarem um Imodium e um Dulcolax. Assim é que é.
Depois não se esqueçam de por links para vídeos sobre o resultado nos comments do Talho.

Bom fim-de-semana.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Vem aí o Natal! Protejam-se!

Vêm aí o 25 de Dezembro, o dia de Natal. Que a época natalícia é hoje em dia marcada por puro consumismo já não é novidade para ninguém. Aliás, muito antes de Dezembro somos logo bombardeados por publicidade excessiva através de todos os meios de comunicação.
Em Novembro já os espaços publicitários são ocupados pelos Rocher e Mon Chéri ou então o bebé Nenuco que faz xixi e dança (coisa que aconselho que não se faça ao mesmo tempo) e o Spiderman que Canta e Dança (bem, esta foi uma das novidades que me deixou de queixo caído de choque...até ter visto depois aquela cena do último filme onde o Peter “Tobey Maguire” Parker dança pelas ruas de New York a bom jeito dos Irmãos Gibb, a.k.a. The Beegees).

Mas a indústria natalícia tem destas coisas. Fazem de tudo para vender sem olhar a meios, por vezes destruindo ideais.
O Spiderman é uma vítima. Uma vítima do consumismo. A sua imagem é explorada de forma vil e cruel.
Onde o Green Goblin, Doctor Octopus, Hobgoblin, Lizard, Vulture, Venom, Sandman, Mysterio, Scorpion, Rhino, Shocker, Electro, Carnage, Kraven falharam a Indústria dos Brinquedos venceu e conseguiu matar o “Friendly Neighborhood Spiderman”.

Ora ele canta e dança, ora tem um computador portátil, ora tem um helicóptero, ora tem uma mota, ora tem uma guitarra...Mas para que raio é que o Spiderman quer uma guitarra?? Só se ele for como o Pepe Legal que tem um alter-ego que é o El Kabong! Mas o Spiderman já é o alter-ego do Peter Parker. Será que com isto quer dizer que o Spiderman ainda tem um ultra-alter-ego que toca guitarra? El Aracnido Mariachi?? Isto se fosse uma guitarra acústica. Sendo uma guitarra eléctrica o seu ultra-alter-ego será...Joe Spidriani??

A indústria dos brinquedos é iconoclasta! Com tudo aquilo que já fizeram passar o pobre Spiderman não me admira que eles não se saibam conter, percam a cabeça e passem dos limites. Não me admira que um dia destes apareça a Casa de Sonho do Spiderman, o Busto Spiderman para Maquilhagem e Penteados, o Spiderman Bijuteria...Meu Deus!!! O Spiderman que fax xixi e dança!!!

Desesperante.

Agora mudando de assunto sem fazer ponte... Dei por mim no outro dia a pensar num assunto pertinente.
Perguntam os leitores já preocupados, com o coração a palpitar e a sentir um nervosismo incómodo:
“Mas ó Senhor Alfredo, depois desta temática tão importante e reflexiva do Spiderman, o que é que poderá ser ainda mais pertinente?”

Pois ainda bem que perguntam.
Acho que já todos viram os vídeos que pululam pelo YouTube que mostram o que acontece quando se mistura Mentos (drope de mentol) e Coke (bebida refrigerante gaseificada).
Para os menos informados aki fica um link: http://www.youtube.com/results?search_query=mentos+coke&search=Search que vai para a página onde podem explorar e ver carradas desses vídeos.
Ora, fica mais que provado que qualquer idiota pode fazer a experiência em casa (mais uma coisa que não aconselho porque resultará numa enorme...cagada. Se o fizerem façam no quintal ou na rua, longe de cortinados...), mas isto são experiências de meninos...agora o meu desafio...eheh...Isso é que era. Eu próprio que o pensei não tenho coragem de o fazer, mas quem sabe se um dos leitores, fã destemido (leia-se fanático idiota) deste vosso prosador, não terá a coragem e valentia (leia-se a burrice e estupidez) necessária para fazer tal feito.

“Ó Sr. Alfredo...já tou em pulgas! Deixe-se lá de rodeios e diga lá o que é que tenho que fazer!! Qual é esse desafio? Diga-me, por favor! Mal posso esperar!”

Calminha. Isso é paleio de alguém muito desesperado e que não tem amigos...ou sequer uma vida. E vê lá se tratas desse problema de pulgas que não é lá muito higiénico.
Aqui vai o desafio. Decerto muitos já viram aquela publicidade do senhor que vai ao teatro e de repente lhe dá um ataque de soltura.
Pois é. Segundo a publicidade é incómodo quando a diarreia aparece nas piores situações e alturas. Que chato.
Mas existe um remédio: Imodium...ou Imodin...ora aquilo previne que tal chatice aconteça em situações inesperadas, como quando vamos ao teatro ou a galerias de arte onde por vezes vemos quadros de artistas que aparentemente não tinham Imodin à mão.
Suponho, por esta ordem que também tenham visto a publicidade de um outro medicamento que faz exactamente o contrário. Falo pois, do Dulcolax. Os mais perspicazes já devem estar a ver para onde isto vai...
O desafio será saber qual o resultado quando se toma um Imodium e um Dulcolax ao mesmo tempo. Ora um previne e o outro faz que aconteça. O que será que acontece? Será que um é mais forte que o outro? Será que a tripa explode? Será que ao unir estes dois elementos antagónicos criamos uma brecha no contínuo espaço-tempo dentro do nosso intestino? Será que os idiotas do Jackass já o fizeram? Será que alguém o vai fazer e colocar um vídeo com o resultado no YouTube?
Se esta última acontecer, não se esqueçam do velho Sr. Alfredo e ponham o link nos comments.

Cuidem-se.