quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Fechado para Obras de Remodelação

Este magnífico e asseado estabelecimento encontra-se fechado para obras de remodelação.
A crise não afectou O Talho. Nem o Sr. Alfredo do Talho está envolvido no caso Freeport. Nem as polémicas da arbitragem portuguesa afectaram o funcionamento desta vossa loja.

Para acalmar os estimados clientes deixamos aqui esta nota, na esperança de vos encontrar a todos bem dispostos e cheios de vontade para nova chicha.
Ainda não há data para a finalização desta obra porque, por mais que o Sr. Alfredo queira que esta remodelação avance rapidamente, não deixa de ser uma obra em Portugal.

Com os melhores cumprimentos

A Gerência, isto é, o Sr. Alfredo do Talho.



"Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce e o Sr. Alfredo vende carne da melhor qualidade."

Slogan criado por Fernando Pessoa para O Talho, circa 1934, circo Cardinalli

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

No Natal o meu presente eu quero que seja...

Estamos a pouco mais de um mês do Natal, altura que para mim, como já referi anteriormente, me causa certos mau-estar.
Mais por causa do Bacalhau que se vende. Bem que se podia trocar o Bacalhau por Bitoque, mas pronto, não se pode ter tudo.
E como não se pode ter tudo, este ano só vou pedir uma coisa ao Pai Natal. E para perceberem o quanto aqui o Sr. Alfredo do Talho é altruísta, só vou pedir uma única coisa e nem é para mim.

Um pedido que no mínimo merecia uma nomeação a um Nobel. Mas não peço nada. Um pedido melhor explicado através de uma imagem.
E como uma imagem vale mais que 1000 palavras, tenha lá cuidado porque isso é caro.

Pai Natal, se me estás a ouvir lá na barriga de tua Mãe, Virgem Maria, o meu desejo para este Natal é...


Até já!


PS: Para os menos dotados de inteligência e/ou sentido de humor a solução é: Pás no Mundo! *tsc tsc*

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A cortina de Fumeiro

Não quero aprofundar muito este tema, não porque seja polémico e tenha medo de possíveis retaliações, mas sim porque tem pouco interesse à comunidade.

Só quero mesmo mostrar aquilo que os média não mostraram. E só aqui o Sr. Alfredo, é que tem as imagens que revelam o que realmente se passou dentro do hemiciclo do Parlamento
da Madeira. Teorias da conspiração, é o que vos digo. Os gajos lá queriam que o Coelho fosse expulso e mandaram alterar as imagens e o som do vídeo, para parecer que estava a chamar fascistas aos outros deputados...quando na realidade estava apenas a mostrar a sua paixão.O grito que parecia ouvir-se como "Fascistas! Fascistas!" não era mais do que "Benfica! Benfica!" mas os editores de vídeo e áudio são manhosos e então quando é para fazer mal às pessoas nem queiram imaginar do que eles são capazes.

Aquilo que pareceu um acto louco de um deputado não foi mais do que um homem a mostrar carinho pelas coisas que gosta. Ele não se ficou só pela bandeira do Benfica. Vejam nesta imagem seguinte, outra das paixões de José Manuel Coelho. Ah pois é! Já por mais de uma vez José Manuel Coelho fora ouvido a cantar do princípio ao fim o "Master of Puppets", com sotaque madeirense, mas sabia as letras todas. Até trauteava os solos, com sotaque madeirense, mas com toda a paixão e técnica.

Mas mais uma vez os editores de vídeo e áudio alteraram aquilo que quiseram para parecer uma coisa completamente diferente aos olhos do telespectador, condenando um homem apaixonado pelo desporto e pela boa música por algo que não cometeu.

Ele até foi ao Parlamento para animar o pessoal macambúzio que por lá anda. Vejam só esta imagem.

Um homem que se presta à boa disposição do próximo não deve ser maltratado como foi este deputado. Os outros que lá andam, nós bem sabemos que eles sabem fazer animais com balões, mas nunca, nunca, nunca levam alguns balões para animar o resto do pessoal. E nós sabemos bem quem é que também consegue fazer animais com balões. Sabemos sim.

Sempre alerta!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um olhar atento...mas meio enevoado...sobre o que se passa com Política Mundial (e algo parecido que temos cá em Portugal)

Já acabou. Livra! Finalmente acabaram as eleições nos Estados Unidos…os da América.
Pode ser da minha memória, que é fraca, mas não me lembro de umas eleições norte-americanas que tivessem causado tanto barulho, que tivessem feito correr tanta tinta, que tivessem gasto tanto byte de máquina fotográfica digital.
Aquilo nunca me pareceu umas eleições mas sim uma edição eleitoral do “American Idol” e digo que de todos os comentadores políticos que já se ouviram, o único comentário que realmente interessava ouvir era o do Simon Cowell. Esse senhor devia dizer das boas ao Obama.

Eu entendo que havia muita esperança depositada nestas eleições e aquela conversa toda da mudança e aquele blah blah blah todo. Mas no fim de contas foram os americanos que puseram o W. Bush no poder…durante DOIS mandatos.
Mas não gosto de discutir política, muito menos a dos Estados Unidos…os da América.

É o Barack Obama que lá está agora, tanto melhor para ele. A única alegria que tenho é que agora, com o Obama na Casa Branca, a probabilidade de se apertar o botão que lança os mísseis nucleares por acidente é bem menor. No entanto a probabilidade de o apertar por sensatez é bem maior.

E aqui ao Sr. Alfredo não convencem com essa história do “Ah e tal, é o primeiro negro, preto, de cor, na Casa Branca e isso vai ser muito bom.” Não vejo porquê.
Por mais negro, preto, de cor que ele seja ele ainda é Americano e aquilo é um povo meio maluco.

“Ah o Sr. Alfredo não pode generalizar!”
Só se eu não quiser. Mas tudo bem. Dou o benefício da dúvida. É verdade que nem todos os alemães são nazis, mas falem da Alemanha a um americano e essa é logo a primeira ideia que lhes vem à boca.
Se falarem a um português sobre alemães, o português lembra-se logo de Bolas de Berlim.

“Ah, mas isso é generalizar outra vez. É dizer que o português só quer é comer e só pensa em encher o bandulho em grandes almoçaradas e que não pode entrar numa pastelaria sem trazer pelo menos dois bolos na mão e um na boca.”
Será que estou errado?

Mas muitos acreditam que estas eleições vão sinalizar uma mudança dos tempos e que daqui para a frente vai haver um notável progresso.
Mas desenganem-se, porque a mudança dos tempos já chegou. Agora não se consegue prever nada. Bem que podemos por uma roupa a lavar, porque espreitamos pela janela e está um Sol maravilhoso, mas assim que acabarmos de estender a roupa para secar, o céu começa a ficar nublado. Ainda assim, esperançados, só porque são umas nuvenzinhas e até está um ventinho que vai ajudar a secar mais depressa, deixamos ficar a roupa no estendal.
Em menos de meia hora a chuva começa a cair e lá temos de ir a correr para tentar salvar aquela que já está menos húmida, mas sem grande sorte.
Apenas conseguimos apanhar roupa molhada e no processo ficarmos também molhados graças à chuva empurrada por aquele ventinho que ainda há pouco nos parecia querer ajudar, sendo traídos pelas nossas esperanças.
Um flagelo. Isto num país que se diz na vanguarda do Mundo e por vezes da Europa.

Não vejo nenhum político a abordar este polémico assunto da mudança dos tempos. Ultimamente só os tenho visto agarrados a um computador portátil pequenino a jogar jogos que parecem ser indicados para crianças.
Não sou contra a aprendizagem, muito menos a do Eng. Sócrates, porque aquele exame de Inglês Técnico pareceu-me muito mauzito e aqueles jogos parecem ser bem didácticos e acessíveis para o nosso Primeiro.
Não podemos dar passos maiores que as nossas pernas e logo no nosso Governo que não é nada disso. Ideias mirabolantes? No nosso Governo? Nah!
Por isso, começar a aprender Inglês com pequenos exercícios do Muzzy no pequeno computador Magalhães, porque o tempo também não é muito, pois o Primeiro Ministro também tem que…como é que se diz?...Governar o País, e depois quem sabe poderá aprender Inglês mais elaborado em exercícios maiores num computador também ele maior.
Isto, claro está, ah ah ah, se não for eleito, ah ah ah, ai Jazuz, que barrigada de riso, não for eleito para um SEGUNDO MANDATO!!! O riso era em tom de ironia. Estou a escrever isto com cara séria.

Eu não deposito a minha esperança no eleitorado português. Confio até mais no Sol resplandecente lá fora do que no…Ora porra! Começou a chover.

Volto mais tarde.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Não há cá fé... Mas há cá cau!

E é com este título de um humor ao nível dos trocadilhos do muito saudoso Marco Horácio (Deus o tenha lá, ao seu lado direito) que começo esta nova crónica. Pelo menos é uma piada tipo Marco Horácio e não uma moribunda tentativa humorística tipo Camilo de Oliveira, que Deus Nosso Senhor o guarde.

Há dias celebraram os 60 anos de carreira no humor desse senhor. Só 60? Pareceu-me uma eternidade. Ainda parece. Só não percebo a parte da “carreira no humor” a não ser que já estejam a apontar para uma homenagem a título póstumo quando ele realmente tiver piada do lado de Lá.

Mas Camilo de Oliveira, embora um, vá, chamemos-lhe humorista, à falta de uma nomenclatura mais indicada…embora um humorista fraquinho é também um dos entertainers portugueses mais amigo do público. Todos os programas dele têm num ou noutro lado do título o nome dele. Temos o “Camilo na Prisão”, “Camilo & Filho” e por aí. Assim as pessoas já sabem que o programa é de facto com ele e não precisam de perder o seu precioso tempo a ver um programa humorístico que falha em todo o seu propósito.

Aliás, os programas do Camilo de Oliveira são tão fracos que houve alturas que o próprio “laught track” do programa teve um esgotamento nervoso.

“Ah ah ah. O Sr. Alfredo do Talho por vezes é tão mauzinho e maroto com as pessoas. Pare lá de bater no ceguinho e explique-nos lá a escolha desse título tão bem humorado.”

Tudo bem. Vou parar de bater no ceguinho porque isto depois de duas ou três cacetadas também já perdeu qualquer piada. Os ceguinhos estão já muito batidos e não apresentam novidade nenhuma. Nada como fazer tropeçar um coxo. Isso sim é diversão que nunca acaba. Para toda a família. Faz tropeçar um Coxo. Da Concentra.

Fé. Religião. Credo. Que horror. Uma aranha. Como talhante que sou, lido todos os dias com o tecido da própria existência. Falo da carne, é óbvio. Quando estou a desmanchar um porco, penso muitas vezes “Seremos apenas isto? Seremos apenas carne? Seremos apenas 4kg de entremeada, 2 kg de costeleta, 3 kg de bife, meia dúzia de salsichas e 2,5kg de lombo?”

É claro que somos mais do que isso. Aliás muito mais se contarmos com os outros enchidos e mais vísceras e muito mais. Mas será que existe algo mais do que a carne?

A fé é uma coisa complicada de se falar ou de explicar e eu aborreço-me com facilidade, por isso não vou filosofar sobre isso. Vou antes contar um episódio que me aconteceu.

No outro dia (não interessa quando ou de dar datas muito especificas, que é uma coisa que por exemplo se faz muito na Bíblia) estava a ler umas coisas sobre aparições de cariz religioso e deparei-me com as já famosas aparições de Jesus Cristo em torradas e da Virgem Maria em tostas mistas. Este acontecimento abalou a minha fé.

Primeiro, porque tenho ideia que essas duas entidades são entidades benéficas e não vejo nada de benéfico em pagar uma torrada ou uma tosta mista, que são caras, e depois acabar por não comer visto a ter lá aparecido a cara do Senhor ou da Senhora. Sé é de extrema rudeza tirar a comida da frente de quem a está a comer que considerar de alguém que aparece na comida das pessoas?

Segundo, porque acredito que, se Jesus ou sua mãe, Maria, quisessem aparecer a quem quer que fosse não iam escolher torradas ou tostas mistas. Porque comida? É estúpido. Depois de todos os brilharetes de aparições em arbustos em chamas ou por cima de oliveiras, aparições muito mais elaboradas, agora iam resignar-se a aparecer em comida de pequeno-almoço e lanche. No mínimo apareceriam na comida do almoço ou do jantar. Sempre tem mais substância.

Cristo e Maria agora aparecem em todo o lado. Talvez alguma dessas aparições até é correcta. Quem sou eu para duvidar? Nenhum de nós está livre de ser um dos iluminados pelas aparições. Eu próprio acho que já fui iluminado por uma aparição.

Lembro-me de ouvir na catequese que por várias vezes o Espírito Santo apareceu a Jesus e a outros sob a forma de uma pomba branca, que lhes vinha a anunciar sempre qualquer coisa, ou que estavam em perigo, ou que deviam rezar mais, ou que havia uma promoção de cervejas no hipermercado mais próximo.

Eu acho que o Espírito Santo também me veio visitar sob a forma de pombo, mas como eu não estava decidiu deixar uma mensagem com a cara de Cristo mesmo na capota do meu carro.

Fiquei sem perceber o que é que o Espírito Santo me queria. No entanto desconfio pelo estilo de mensagem que deixou que devia ser alguma forma de publicidade. Mas pode desistir. Já sou cliente da Caixa há muitos anos e não tenho nenhuma razão de queixa ou intenção de mudar.

Amen…doins.


terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tristeza Guilherme

Indo directo ao assunto, percebo porque é que se cria tanta celeuma à volta do programa novo da Teresa Guilherme. Um programa que inclua a Teresa Guilherme está logo à partida condenado a ser extremamente asqueroso.

Eu não me lembro de todos os programas que ela apresentou ou que apenas produziu, mas são mesmo muitos. Até já são programas a mais. Os programas da Teresa Guilherme são como aquele “amigo” chato que tentamos evitar, mas há sempre aquele fatídico dia em que o reencontramos num centro comercial e vemo-nos obrigados a forçar desculpas para nunca lhe termos dito nada.

O que quero dizer com esta bela metáfora (porque eu também uso metáforas) é que os programas da Teresa Guilherme só trazem desconforto.

Olha…outra metáfora! Os programas da Teresa Guilherme são com aquela espinha que fica colada ao fundo da língua, daquelas espinhas fininhas de sardinha que ficam agarradas e que nem descem pelo esófago nem se consegue apanhar com o dedo, porque se lá vamos com o dedo tentar tirá-la, dá-nos vómitos e isso é ainda pior porque a espinha era não mais do que da última sardinha e se vomitarmos vamos desperdiçar o almoço todo.

Que bela metáfora!

Este novo programa é hediondo, sórdido, imundo, depravado, vicioso, horrendo, horrível, horroroso, repelente…e gastei a lista de sinónimos do Word para o adjectivo “hediondo”. É tão mau que até me custa a crer que não é do Ediberto Lima e apresentado pelo João Baião e se chama “Big Show SIC”.

Mas não é. Chama-se “Momento da Verdade”. É um nome estúpido, mas a Teresa Guilherme já apresentou um concurso que se chamava “Não Se Esqueça Da Escova De Dentes”, por isso, neste campo conseguiu manter o nível.

Assim que a SIC começou a transmitir o “Momento da Verdade” ou gémeo subdesenvolvido e retardado desse canal, a SIC Radical, começou a transmitir a versão norte-americana. Eu não consigo definir o brilhantismo desta manobra sem ter que recorrer a uma metáfora escatológica… por isso, vou controlar-me. Não quero ser badalhoco. Não quero descer ao nível SIC.

Mas, para mim, o pior de tudo é que o nome do programa é “Momento da Verdade” mas o nome original não é “Karate Kid”! Isto sim é um ultraje! Passa um gajo os anos 80 e 90 a acreditar que “Karate Kid” quer dizer “Momento da Verdade” e vêm estes palhaços a esmagar essa inocência. Aliás, sou da opinião que o programa seria muito mais divertido se na cadeira do “Momento da Verdade” estivesse o Daniel LaRusso na posição “Crane Kick” e quando chegasse aos 250 mil euros desse um valente biqueiro naquele Hipermentonismo
(http://www.clinicamariangela.com.br/Portugues/ProcedimentosCirurgicos/Mentoplastia.htm ) para ver se aquela boca se selava para sempre.

“Mas o Sr. Alfredo…por favor… Tanta raiva para com a pobre Teresinha! Porquê tanto ódio para com a D. Teresa Guilherme? O Sr. Alfredo já alguma vez viu o programa?”

Não. Não vi. Só ouvi falar... um pouco. Mas como sou português tenho no sangue aquele bicho que nos faz falar mal das coisas mesmo antes de as ver ou experimentar. No entanto, como disse no início, é um programa da Teresa Guilherme, o que é por si indicativo que é uma valente merda. E só engole quem quer.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Sr. Alfredo lê as gordas.

Sim, sim. O Mundo está cheio de novidades. Notícias sobre coisas importantes e de grande interessa para a humanidade. Mas se eu quisesse escrever sobre esses assuntos tinha uma crónica no jornal ‘O Público’.

Talvez um dia apanhe o Vasco Pulido Valente (ou o VPV para os amigos…ou o Arrasador Anal para os colegas de faculdade) e lhe peça para que doe um pouco do seu sangue para eu fazer uma transfusão. Caso ele não aceite a bem lá terá de ser a mal.

Não! Não vou fazer mal ao pobre homem. Ele, coitadinho, nem tem como se defender. Então ia lá eu atacar um homem preso a uma cadeira de rodas.

Ou esse da cadeira de rodas é o Stephen Hawking? Estou a confundir as coisas então. Sei que um deles, e só mesmo um deles, é um homem realmente inteligente.

Bem. Não interessa nada.

Vou escrever umas breves opiniões sobre estes últimos acontecimentos mundiais e depois vou passar para algo que acho mais importante e que me incomoda muito mais e que acho incrível como é que ainda não foi noticiado.

Ora a guerra na Georgia… É chato, sim senhor. Mas a única coisa que eu sei sobre esse país é que o Ray Charles lhe dedicou uma música. Ainda bem que o Ray já não se encontra entre nós. Assim já não vê a desgraça que se abateu num país tão importante para ele.

A onda de assaltos que assola o nosso país é também um assunto preocupante. Primeiro porque é uma onda e se há coisa mais chata que assaltos, são os surfistas. Mal ouvem falar em grandes ondas, vem tudo para cá, com as suas manias que aquilo é desporto.

Outra coisa chata sobre isso é a própria palavra “assola” cuja tradução para inglês não é “asshole”. “Asshole” é uma palavra que não tem nada a ver com o verbo “assolar”. No entanto é uma palavra que se pode associar aos surfistas.

Outra notícia que tem trazido polémica é isto do “Large Haudron Collider” (ou LHC para os amigos…ou Anal Brutalizer Machine para os colegas de faculdade). Praticamente aquilo é uma máquina que vai nos vai dar algumas respostas. Mas pelo que consta andaram por lá 200 cientistas portugueses por isso que ninguém fique admirado se as respostas que o LHC vai dar sejam assim, vá, respostas tortas.

Porque basta um português dizer que faz qualquer coisa no estrangeiro para andar aí de nariz empinado e essa “empinadice” depois reflecte-se no trabalho.

Os outros cientistas não se admirem quando perguntarem ao LHC “Qual é a origem do Big Bang?” receberem uma resposta tipo “Se não sabes, soubesses. Pfff.”

E pior que receber uma resposta torta é saber que o LHC não é mais que um acelerador de partículas. Agora todo o gajo do ‘xuning’ ouve “Ah é um acelerador!” e vão todos querer um para pôr no carro.

Eu acredito que todas as lojas de artigos para “proxenetar a viatura” já devem ter listas enormes de “pre-order” para aceleradores de partículas, logo ao lado dos últimos bonés da moda e neons verdes.

Outra notícia é dos furacões nos EUA, que andam a assolar Nova Orleães, ou em americano, “The asshole hurricanes born in the USA, I was…”. É um horror. Mas não é horror nenhum comparado ao flagelo que avisei que iria referenciar aqui.

Exacto. É de tal forma um tamanho horror que me surpreende como é que ainda não se fizeram notícias e documentários e peças em directo sobre tal assunto. Sem mais rodeios, obviamente que falo das calças de cintura descaída usadas por raparigas que não têm cintura.

Sim. É um choque, um flagelo, um horror. Mas o que será que se passa na cabeça dessas raparigas? Ou das amigas, mães, namorados (amigos, pais, namoradas…eu não me esqueci) que não as avisam de que AQUELA PORRA FICA-LHES MAL!

Primeiro, são Calças de Cintura Descaída e para usa-las correctamente é preciso ter cintura e não uma bóia adiposa que mais parece um elefante marinho a querer fugir de dentro de um saco de serapilheira.

Segundo, se o mínimo de barriga sair do perímetro da cintura das calças então é porque essas calças não são o vosso número. O meu conselho é que experimentem uns números acima ou outra peça de roupa…mas que não seja umas calças de cintura descaída. Experimentem, sei lá…um daqueles sacos que metem na zona subterrânea dos Vidrões e usem-no da cabeça aos pés.

Terceiro, para o ‘bouquet’ de falta de auto-análise ficar completo nada como usar uma camisolinha que fica acima do umbigo ou aberta no ventre, porque assim não temos só o já referido elefante marinho como também temos o seu gémeo siamês mal-formado a querer irromper pelo lado de cima. Faz lembrar o Quato do Total Recall (se não sabem de quem falo façam uma pesquisa de imagens no Google).

Quarto, e este também vai para as meninas a quem as calças lhes fica bem…usem umas cuecas fio-dental ou tanga. Acreditem que tem muito mais ‘glamour’ do que ver-vos o rêgo quando porventura se têm de baixar. E se não é “glamoroso” nas raparigas a quem as calças de cintura descaída lhes fica bem, imaginem a abominação que é nas raparigas a quem lhes fica realmente mal.

Eu, como cidadão preocupado, talhante ‘extraordinaire’ e aficionado de um bom corpo feminino deixo-vos aqui esta sensibilização, para que se preocupem e para que tentem fazer algo para impedir que isto aconteça neste país que se considera moderno e voltado para o futuro.

Aberto todas as semanas (quiçá).